Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 23/06/2020

Pré-conceitos e ineficiência

As epidemias são manifestações coletivas de enfermidades que se espalham rapidamente em um território. No Brasil, lidar com epidemias é um problema para a saúde pública, uma vez que a manifestação de pré-conceitos pela população e as atuais características do Sistema de Saúde tornam-se obstáculos.

Em primeiro plano, apesar o SUS ter sido concebido como mecanismo de defesa do direito à saúde, o seu atual desempenho não apresenta a eficiência necessária capaz da manusear epidemias. No Brasil, a falta de médicos, 1 para cada 470 brasileiros, segundo dados do Conselho Federal de Medicina, é um dos principais responsáveis por essa conjuntura. Isso, visto que as ações para tratar as doenças em estágios iniciais tornam-se escassas, o que agrava cenários de epidemia. Nesse contexto, a contratação e capacitação de novos médicos é um mecanismo viável para lidar com as doenças que atinge grande parcela da população.

Além disso, é importante ressaltar que a manifestação de pré-conceitos, juízo antecipado, por parte da população interfere negativamente na aplicação de políticas públicas contra as epidemias. Essas ideias preconcebidas, a ideologia antivacina, por exemplo, são reflexos da falta de conhecimento e informação de qualidade que, segundo o filósofo Kant, deveriam ser a diretriz do pensamento do homem. Com isso, investir na difusão e transmissão de conhecimentos é interessante por guiar o pensamento do cidadão, diminuir a incidência de pré-conceitos sem fundamentos científicos, minimizando os obstáculos na saúde pública em lidar com epidemias.

Conclui-se, portanto, que é necessária a implementação de diversas mudanças no cenário brasileiro para que a saúde púbica consiga lidar com epidemias. Nesse contexto, é importante que o Governo Federal, por meio do investimento financeiro no Ministério da Saúde, contrate e capacite novos médicos para que a falta desses profissionais não seja um obstáculo em cenário de epidemia. Além disso, o Ministério da Saúde, por meio de campanhas midiáticas, deve ampliar a quantidade e o alcance de informações de qualidade sobre doenças visando a diminuição na incidência de pré-conceitos na sociedade brasileira.