Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/07/2020
Em 1998, o médico Andrew Wakefield publicou um artigo que estabelecia uma suposta relação entre a vacina contra sarampo e autismo. Contudo, diversas pesquisas comprovaram que o médico agiu de maneira antiética e não houve evidências de legitimação da hipótese. Tristemente, tais ideias de Wakefield ainda circulam pela sociedade vigente e contribuem fortemente para o aumento de adeptos ao chamado “movimento anti-vacina”. Nesse contexto, a elevação de indivíduos sem vacinação, au-menta o casos de surtos e riscos de epidemias de doenças que já foram consideradas erradicadas. Di-ante do exposto, não há dúvidas, os desafios das epidemias no país para saúde pública são gigantescas, os quais ocorrem pela falta de informação da população e negligência governamental.
Primeiramente, é válido destacar que a falta de acesso a notícias sobre imunização e patologias cola-bora significativamente para o crescimento das epidemias. Nesse sentido, os cidadãos optam pela não vacinação da sua família devido as informações falsas sobre a eficácia das vacinas, o que resulta em novos surtos de sarampo, rubéola, febre amarela, pólio e difteria. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitá-rias, porém, mesmo assim, é crescente o número de participantes do movimento anti-vacina e de pes- soas suscetíveis à enfermidades, lamentavelmente.
Em segundo plano, o Estado não cumpre regularmente com medidas de segurança e proteção da co-munidade para eliminar as epidemias no país. Dessa forma, o Governo não oferece saneamento básico para toda população, o que tem por consequência, o aumento de doenças de transmissão hídricas e dos criadoures do mosquito Aedes Aegypti, o qual é provoca a dengue, chikingunya, zika e febre ama-rela. Ademais, o Poder Público não cumpre rigorosamente as fiscalizações de imóveis que sejam focos de infestação do mosquito Aedes Aegypti para a penalização dos donos ou ocupantes negligentes com a saúde pública, já que o país registrou mais de 500 mil casos prováveis de dengue e 181 mortes pro-vocadas pela doença nas primeiras 14 semanas de 2020, de acordo com Ministério da Saúde.
Portanto, perante o cenário consternador, são necessárias medidas urgentes. Nesse caso, o Ministério da saúde, o qual é liderado por Eduardo Pazuello, deve investir em campanhas de cunho educacional em escolas, faculdades e empresas sobre vacinação e epidemias, as quais devem ser feitas por palestras com profissionais da área da saúde. Ademais, deve investir em caminhões pulverizadores, drones, os quais captam focos de Aedes Aegypti, e saneamento básico em todas as cidades. Enfim, com a realização das medidas propostas, será possivel eliminar as principais epidemias do país e pro-teger á saúde de todos cidadãos brasileiros.