Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 26/06/2020
A Revolta da Vacina, aconteceu em 1904 no Rio de Janeiro, foi um movimento popular ocorrido devido às reformas urbanas e sanitárias realizadas pelo prefeito da época, e a falta de informação sobre a vacinação obrigatória e violenta da população contra a varíola. Consoante à isso, milhões de brasileiros não se vacinam ou se previnem contra epidemias atuais, como as causadas pelo Aedes Aegypti, por falta de conhecimento ou por Fake News, sendo esses uns dos maiores desafios enfrentados pela Saúde Pública. Assim sendo, faz-se mister entender as causas desse problema e como lidar com ele.
Em primeiro lugar, a evasão escolar no Brasil gera severos danos para toda a sociedade todos os anos. Segundo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em pesquisa divulgada no ano de 2019, quase 50% da população entre 25 e 64 anos não completou o ensino médio no país, evidenciando o possível grande número de brasileiros que não sabe a importância de uma vacina no combate as doenças, ou sobre medidas profiláticas simples. Nesse sentido, como o educador brasileiro, Paulo Freire, manifestou “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa maneira, fica evidente como uma educação voltada a conscientização de toda a população sobre as epidemias será capaz de mudar a situação.
Ademais, a falta de informação se torna ainda mais perigosa quando são preenchida por notícias falsas. Por conseguinte, Fake News como a de que vacinas causariam autismo nas crianças, pesquisa postada a 20 vinte anos e já foi desmentida, causam receio na população e uma diminuição considerável no número de pessoas vacinadas, comprovando a indagação do sociólogo contemporâneo Edgar Morin, “A forma hoje como nós produzimos conhecimento produz também ignorância”, mostrando como o acesso a informação não garante a sua veracidade. Dessa forma, é essencial desmentir essas notícias falsas, impedir sua circulação, e explicar corretamente para os cidadãos sobre as vacinas.
Em virtude dos fatos mencionados, fica claro como a desinformação afasta as pessoas da sua proteção e daqueles a sua volta, impedindo a erradicação ou o controle de diversas doenças no Brasil. Portanto, o SUS (Sistema Único de Saúde), junto ao Ministério da Educação, deve informar a população sobre a função das vacinas e esclarecer as suas dúvidas e enganos, a partir de encontros gratuitos entre pais e médicos no final de semana em escolas públicas, para prevenir possíveis novos casos de doenças e mitigar os efeitos das notícias falsas. E, por fim, a Saúde Pública no Brasil poderá lidar com esse desafio.