Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 30/06/2020
A chamada “Peste Negra” foi a epidemia que matou cerca de um quarto da população europeia no século XIV. Diferentemente do cenário atual, na época não haviam tecnologias suficientes para atenuar o quadro. Atualmente, doenças potencialmente perigosas ainda são banalizadas, visto que, no Brasil, o conhecimento e os investimentos nas pesquisas são negligenciados pelos Ministérios da Educação e da Saúde, respectivamente.
Com a finalidade de oferecer a saúde como direito à todos, a Constituição Federal de 1988 instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, muitos profissionais da saúde já afirmaram que, em muitos casos, a prevenção é a medida mais efetiva de gestão de doenças. Portanto, as entidades gestoras da saúde deveriam investir em mais pesquisas uma vez que ramos da ciência, como a engenharia genética, já estudam maneiras de precautelar enfermidades que demonstram rápido desenvolvimento. A exemplo disso, alguns laboratórios analisam a transgenia do mosquito Aedes Aegypti - vetor da Dengue e Zika, doenças que, eventualmente, poderão tornar-se epidemias no Brasil.
Por outro lado, sabe-se que o senso comum pode prejudicar a humanidade no que diz respeito à falta de conhecimento, levando, assim, ao descumprimento das medidas de segurança. Ao passo que o cidadão adquire consciência do contexto epidêmico, ele passa a se preocupar com a fragilidade da situação e se vê como personagem responsável pela saúde: no âmbito particular e, sobretudo, coletivo. Para tanto, os órgãos educacionais devem se preocupar em impedir a alienação da população e manter o entendimento do papel do brasileiro na conjuntura.
Diante do exposto, é inadiável que medidas sejam tomadas para o controle da problemática. Portanto, as escolas em parceria com o Ministério da Educação devem promover palestras, aulas e campanhas voltadas para a discussão acerca das Epidemias no Brasil, visando alunos, no primeiro caso, e a população brasileira, no segundo. Além disso, o Ministério da Saúde deve investir incessantemente em pesquisas e estudos a fim de controlar e remediar tais doenças de forma efetiva. Desse modo, a população torna-se consciente e protegida quanto à força da natureza epidemiológica. Consoante ao tema, Paul Watson, co-fundador do Greenpeace, afirma: “inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”.