Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/06/2020

“Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne”. A frase de Albert Einstein refere-se à perspicácia envolvida na analise aprofundada de questões, com vistas a evita-las. Dessa forma, introduzindo a citação na realidade atual, faz-se importante analisar a insuficiência do atendimento básico. Logo, a sobrecarga da atuação primária e os movimentos anticientíficos são desafios que impedem a promoção sábia da saúde no Brasil.

Em primeiro plano, é válido pontuar a relação entre a política de saneamento básico eficaz e o bem-estar da população. Nesse sentido, o “Princípio da Integralidade do SUS” pressupões a associação entre esferas psicossocias para a prevenção, promoção e recuperação do cidadão. Sendo assim, visto que muitas das doenças que geram a superlotação do postos de atendimento são causadas pela falta de higiene, e que, segundo o SNIS- Sistema Nacional de Informações Sanitárias-,quase 50% da população não tem acesso ao tratamento de esgoto, muitos desses problemas poderiam ser evitados com a implementação de ações sociais em regiões vulneráveis.

Além disso, a saúde pública enfrenta desafios ainda maiores quando o assunto é a imunização da sociedade. Deste modo, apesar dos resultados positivos apresentados após a implementação de vacinas, como a erradicação de doenças como a poliomelite e o sarampo, teorias da conspiração veem aderindo cada vez mais adeptos a partir da manipulação de dados e informações. Assim, pais mal informados e preocupados com a saúde de seus filhos acabam acreditando em noticias falsa, a exemplo do artigo publicado por um médico britânico que relacionava a vacinação ao autismo, artigo esse que foi refutado e causou a perda da licença do profissional em questão.

Dado o exposto, é mister impulsionar o poder de atuação do atendimento básico. Cabe, portanto, ao Ministério da Saúde, por meio da parceria com o Ministério das Cidades, criar um centro de investimento público-privado que deverá ser revertido na construção de obras que promovam a higiene básica, como a construção de foças, redes de esgoto e água tratada a todos os brasileiros. Projeto esse que deve ser implementado de imediado, com vistas a prevenir que doenças que saturam os postos de saúde. Além disso, é necessário que as mídias virtuais sinalizem assuntos relacionado a movimentos antivacina, com o fito de informar a população e evitar a manipulação de bons pais.