Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 24/06/2020
Em 1904, ocorreu a Revolta da Vacina, devido a obrigatoriedade da vacinação contra os surtos de varíola, muitas pessoas, por não possuírem conhecimento acerca da importância da imunização, não aceitavam que fossem vacinadas, isso contribuiu, para a proliferação da doença, o que ocasionou muitas mortes. Nesse sentido, não muito distante desse período, nos dias atuais, o Brasil enfrenta diversos desafios para o controle de epidemias. Assim, é necessário analisar, não só a redução nas coberturas vacinais, como também o déficit nas unidades de saúde como fatores que contribuem para esses desafios.
Em primeiro plano, cabe analisar a diminuição da imunização dos indivíduos como fator de persistência do problema. Isso porque, a grande quantidade de informação que o ser humano recebe, todos os dias, devido à expansão da Terceira Revolução Industrial, comprometeu as práticas de vacinação, visto que o acesso a esses recursos revolucionários, como a internet, não é usado de maneira correta, pois diversas Fake News sobre os anticorpos são divulgadas, as quais prejudicam nas coberturas vacinais. Desse modo, é visível que o mal uso desses meios tecnológicos afetam diretamente nas práticas de vacinação dos indivíduos, devido a crença nessas notícias falsas. Dessa forma, torna-se evidente que a diminuição no processo de imunização populacional é um empecilho para o controle de epidemias.
Além disso, é válido ressaltar as superlotações nas unidades de saúde como um empecilho para o controle de doenças. Isso ocorre, devido os serviços de emergência superarem os recursos disponíveis nos hospitais, isso resulta no aumento do tempo de espera para o primeiro atendimento ao paciente com a doença. Esse fato é relatado no último levantamento de dados do Ministério da Saúde, referente aos casos de Covid-19, o qual indica, a exemplo, o Estado de São Paulo, que já se encontra com 84% dos seus leitos ocupados. Diante disso, é visível que as superlotações dessas unidades ocasionam na queda na qualidade do atendimento, que resulta no agravamento à saúde dos pacientes na fila de espera e, consequentemente, prejudica o controle dessas epidemias no Brasil.
Portanto, é necessário que esses entraves sejam solucionados. Logo, cabe ao Governo Federal, em parceria com a mídia social, desenvolver campanhas que ressaltam a importância da vacinação, por meio dos meios de comunicação, não restritos apenas aos televisivos, mas também aos aplicativos digitais, devido seu fácil e rápido acesso. Essa ação terá, como objetivo, orientar e alertar as populações acerca da necessidade de imunização, e diminuir a disseminação de notícias falsas sobre esses recursos. A partir dessas ações, o Brasil poderá enfrentar os desafios para o controle de epidemias.