Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 24/06/2020
As doenças sempre fizeram parte da história da humanidade. São exemplos disso a peste negra, gripe espanhola, varíola, ebola, aids entre outras doenças que causaram muitos problemas. No contexto atual, entretanto, há tecnologia e informação para que as populações e os governos lidem melhor com as epidemias. Portanto, a participação ativa dos cidadãos e das autoridades é o único meio de frear o avanço das comorbidades causadas por vírus e bactérias, por exemplo.
Sob essa perspectiva, o Sistema Único de Saúde, do Brasil, faz-se extremamente importante no controle dos agentes infecciosos. Trata-se, contudo, de uma atribuição muito difícil em uma nação continental como a brasileira. Além disso, a ascensão de movimentos antivacina constituem um dos maiores empecilhos para o desenvolvimento da medicina e da saúde pública. Isso porque quanto mais pessoas estiverem vacinadas, menos risco existe para as que não são. A esse fato dá-se o nome de “Imunidade de rebanho”.
Paralelamente à vacinação, existe a necessidade de combater, além dos agentes causadores, os vetores das doenças. Por exemplo, o mosquito fêmea do gênero Aedes pode transmitir os vírus da dengue e da zika. Com isso, fica evidente o quão essencial é o saneamento básico e o controle de pragas nas aglomerações urbanas e rurais. Porque essas medidas reduzem o número de infectados, melhorando o fluxo de pessoas nos hospitais e, por conseguinte, seus tratamentos.
Em suma, medidas eficientes devem ser tomadas em relação ao saneamento básico e a limpeza urbana. Para isso, os governos municipais podem aumentar o número de funcionários de limpeza e agentes de saúde, garantindo um ambiente menos propícios às epidemias. Ademais, o Ministério Público, juntamente com as polícias municipais podem, através da legislação já vigente, criminalizar os movimentos antivacina como sendo um crime contra a saúde pública. Com essas medidas, os surtos de viroses e bacterioses serão menos comuns.