Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/06/2020

Desde a Constituição de 1988, o acesso gratuito e de qualidade à saúde tornou-se dever do Estado. No entanto, essa afirmação não se torna absoluta no tocante à saúde pública no Brasil, seja pela infraestrutura defasada, seja pela falta de profissionais. Dessa forma, é válido analisar como esses fatores contribuem, negativamente, nos períodos de epidemias no Brasil.

A priori é importante destacar a visão do filósofo Norberto Bobbio que configura a dignidade como qualidade intrínseca o qual certifica o respeito por parte do Estado. Contudo, percebe-se que essa qualidade é “ferida” em relação a saúde, uma vez que há deficiência na infraestrutura com a falta de equipamentos e medicamentos, em sua maioria pela gestão deficitária. Lamentavelmente, esses impasses comprometem a qualidade prevista na Constituição.

Além disso, é indispensável pontuar que a falta de profissionais é um fator agravante na manutenção da baixa qualidade do serviço público de saúde. Tal situação, é notoriamente evidenciada em épocas de epidemia, já que o atendimento se torna insuficiente e em muitos casos, infelizmente de forma fatal. Desse modo, fica notória a indispensabilidade de resolução dessa problemática.

Faz-se necessária, portanto, a criação de projetos governamentais em conjunto com a gestão responsável pela qualidade dos equipamentos e materiais, por meio de fiscalização,por profissionais especializados, na entrada e saída de equipamentos e medicamentos, com o objetivo de atenuar os problemas na infraestrutura. Ademais, é imprescindível a elaboração de um programa por parte do governo, que possibilite melhor remuneração dos profissionais da rede pública, com o propósito de incentivo, já que por causa da remuneração muitos profissionais optam por trabalhar na rede privada, e por consequência aplacar as epidemias de forma a manter a saúde de qualidade bem como garantir o bem-estar social.