Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 24/06/2020

O Sistema Único de Saúde (SUS), originado pela Constituição Brasileira de 1988, tem como principal objetivo assegurar a saúde como direito à sociedade, tendo que lidar com desafios epidêmicos em território nacional. Desse modo, hoje, no Brasil, encontram-se alguns entraves que dificultam a prevenção e o tratamento de doenças de escala epidêmica, como a dengue e o novo coronavírus. Assim, deve-se analisar as causas do problema, sendo a escassez de água na região nordestina e a falta de conscientização por parte da sociedade, e suas consequências, visando controlar epidemias e evitar o máximo número de óbitos.

De fato, a região do Nordeste brasileiro sofre não só com a seca proveniente do clima local, como também com a falta de saneamento básico. Sobretudo, por conta da crise hídrica, uma forma de escapar da escassez de água nessa região é a captura e armazenamento desse líquido vital. No entanto, por conta do precário saneamento básico, esses armazenadores se transformam em criadouros de mosquitos (o vetor transmissor da dengue), diante de uma fraca fiscalização governamental dessas águas paradas. Assim, de acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade dos focos do mosquito da dengue no Nordeste é originária do armazenamento de água, haja vista que o mosquito se desenvolve e se prolifera em água parada. Como resultado, o armazenamento de água potencializa a dengue na região com a criação dos mosquitos, aumentando a transmissão.

Além disso, a falta de conscientização da população se mostra um desafio na saúde pública em todo lugar. Inegavelmente, a sociedade brasileira é despreocupada quanto às propagandas referentes às prevenções de doenças, e não está disposta a mudar seus hábitos para atendê-las. Para exemplificar, o novo coronavírus se espalhou e causou um alto número de vítimas, por conta dessa mentalidade desatenta aos apelos governamentais de saúde, com o isolamento social, prática preventiva veiculada pelos órgãos de saúde, não sendo obedecido. De certo, o filósofo americano Richard Rorty disse que se podemos contar um com os outros, não precisamos de mais nada, ressaltando a importância de uma conscientização coletiva. Por isso, se cada indivíduo não realizar o seu dever designado pelos órgãos de saúde, qualquer doença pode ganhar uma escala epidêmica.

Portanto, para que haja uma devida prevenção e uma maior asseguração de vidas, é dever do Estado, a caráter do Ministério da Saúde, aumentar a fiscalização dos armazenadores de água nos domicílios nordestinos, por meio de agentes comunitários de saúde, para que seja mantida uma boa vigilância sanitária para o controle de doenças que se proliferam em água parada, como a dengue. Dessa forma, caminharemos para um Brasil mais saudável e seguro para todos.