Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 25/06/2020
A Constituição Federal do Brasil, promulgada em 1988, garante a todos o direito à saúde. No entanto, esse direito está sendo violado, haja vista a grande quantidade de epidemias que vêm atingindo o país, causando números elevados de mortandade. Esse problema é efeito da falta de informação à sociedade, por parte das autoridades públicas, sobre meios de prevenção e o baixo investimento em saúde.
Primeiramente, é importante entender que o primeiro passo para se controlar uma epidemia é manter um canal de informação clara e direta com a sociedade, esclarecendo a gravidade e os meios de prevenção para controlar o contágio. Porém, observa-se que, no Brasil, esse canal é muito deficiente ou inexistente, tendo em vista, por exemplo, a falta de dados sobre contágio de Covid-19, epidemia que assola o país. Percebe-se, no caso mencionado, até mesmo, informações incorretas, por interesses políticos, causando desinformação e piora do problema.
Por conseguinte, é necessário apontar o baixo investimento em saúde no país. O Brasil gasta 3,8% do seu Produto Interno Bruto em saúde pública, conforme dados do Ministério da Saúde - países desenvolvidos gastam, em média, 6,5%. Esse valor gasto pelo governo brasileiro não supre as demandas nacionais, ocasionando falta de leitos, equipamentos para exames, péssimos salários aos profissionais da área. Dessa forma, o sistema de saúde nacional fica extremamente fragilizado, sem capacidade de dar atendimento às várias doenças que atingem o país.
Por fim, com o objetivo de solucionar a problemática analisada, o Congresso Nacional deve formular um projeto de lei que aumente a porcentagem gasta com saúde pública para 5% do PIB e, por meio de parceria com o Ministério da Saúde, criar o Centro de Controle de Epidemias - CCE. O CCE deverá providenciar recursos para os hospitais e gerenciar canais de comunicação com a sociedade, via internet, rádio e TV, orientando e divulgando dados sobre epidemias no país. Assim, a população será informada e a qualidade da saúde pública garantida.