Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 25/06/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos,- promulgada em 1948 pela Organização Nacional dos Direitos Humanos (ONU),- é direito de todo cidadão o acesso a saúde pública e de qualidade. Em 1988, o SUS (Sistema Único de Saúde), foi criado pela Constituição Federal Brasileira, onde determina que é dever do Estado garantir saúde a todos. Atualmente, cerca de 75% dos brasileiros dependem do SUS. Entretanto, a problemática se dá pois, a saúde pública não funciona como deveria, principalmente quando se trata de epidemias e pandemias. Muitos brasileiros não conseguem atendimento e, outra parcela não recebe informações para evitar contágio.

Um estudo publicado pelo G1, mostra que cerca de 153 mil brasileiros morrem todo ano por atendimento de má qualidade e, 15 mil morrem esperando atendimento. Tais números são reflexos da falta de investimento em saúde pública e do mau gerenciamento do Órgão. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o correto é  ter um médico para cada 1000 habitantes, no Brasil, o número chega a dois médicos para cada mil habitantes, entretanto, esses médicos estão concentrados no sudeste, centro-oeste e sul, e poucos no nordeste e norte, onde a saúde é mais precária.

Em 1904, eclodiu no Brasil, a Revolta da Vacina, o prefeito do Rio de Janeiro determinou a obrigatoriedade da vacina contra varíola, mas, o mesmo não deu nenhuma informação para a população, que, em detrimento disso não aceitou a vacina. O cenário atual não se difere do passado. Atualmente, o coronavírus é uma pandemia, que chegou ao Brasil, porém, o presidente e o Órgão da saúde não passam informações para a população, o que deixa parcela dos brasileiros sem saber como se proteger e, sem saber sobre o real perigo da doença.

Diante dos fatos expostos, é de suma importância que mudanças sejam feitas para que, todos os brasileiros consigam desfrutar dos seus direitos. É dever do Estado garantir uma boa saúde a todos brasileiros, para isso, é necessário o aumento em investimentos nessa área, o mesmo pode criar campanhas para conseguir que mais médicos tenham vontade de atender em estados mais precários. O Órgão de saúde deve garantir todas as informações a população, devem por meio de coletivas de imprensa, responder perguntas importantes e frequentes sobre determinada doença. Além do enfrentamento da COVID-19, o Órgão não pode esquecer que o Brasil passa por epidemias de dengue e febre amarela, deve dar prioridade á elas também. A imprensa como, jornais, programas da tarde, podem mostrar para a população como se proteger, levar médicos para esclarecer as dúvidas do telespectador. Com tais medidas feitas de forma correta, o Brasil pode enfrentar epidemias de uma maneira mais simples, protegendo todas, e a saúde pública pode melhorar, já que é um direito de todos.