Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 30/06/2020
No séc XIV, na idade média, surge uma nova doença, a peste negra. Rapidamente, essa doença se alastrou por toda a Europa, matando um terço de toda a população e tornado-se uma das maiores epidemias de todos os tempos. Semelhantemente ao que ocorreu nessa data, no Brasil, que com o surgimento de doenças que apesar de fácil prevenção, não há políticas intensas que fazem essa ação. Por consequência, eleva o número de mortos e infectados devido ao sobrecarregamento do sistema de saúde, agravando assim, ainda mais a situação. Porém, o que impede a resolução do empecilho, é a forma lógica governamental, de que é melhor tratar a epidemia que preveni-la.
Primeiramente, é importante destacar causa e consequência do empecilho. Diferentemente ao que foi dito por John Lock, que é obrigação do estado intervir na sociedade para harmonia e bem comum, o estado brasileiro não faz isso com a saúde. Apesar do surgimento do sistema único de saúde em 1986, que apesar de ser um ótimo projeto, esse sistema não é capaz de suportar a extrema demanda em caso de enfermidade no país. Como o estado não investe de forma significativa na prevenção, a doença é rapidamente alastrada, sobrecarregando postos de saúde e hospitais, agravando ainda mais a condição alarmante de uma epidemia.
Seguidamente, vale também ressaltar o que impede a resolução do problema. Igualmente ao pensamento de Immanuel Kant; que o juízo analítico, formado pelo princípio da não contradição entre premissa e sujeito, é capaz de assegurar a pura verdade; é possível analisar a situação epidêmica. Dessa forma, a epidemia seria o sujeito na visão de kant, e a prevenção seria a premissa. Com a utilização da analítica, é intrínseco a utilização da prevenção para a solução do sujeito. Assim sendo, quando o governo tem uma lógica contrária, em que a premissa viola o sujeito ( pensamento de que é mais importante o tratamento do que a prevenção) a verdade é violada, dificultando a solução da problemática.
Portanto, é mister que o estado tome as devidas atitudes para a amenização desse empecilho. Urge assim, que o Ministério da Saúde, órgão responsável por oferecer condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde da população, invista em sistema de prevenção de doenças. Por meio, de uma solicitação de verba ao governo federal, a fim de que, com essa verba, invista em programas no SUS que visam a prevenção de doenças, como a solicitação de agentes de saúde municipais, especializados na prevenção da doença a ser combatida, para agir individualmente em cada cidade do país. Para que assim, o governo esteja intervindo como dito por Lock e encontra-se em acordo com a lógica Kantiana. Evitando a disseminação de doenças como a peste negra.