Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 30/06/2020
A partir da Constituição Cidadã, de 1988, houve a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), que tinha como principal foco a saúde da população brasileira. Para isso foram propostas campanhas e disponibilizados vacinas que cumpriram seu papel: prevenir e combater epidemias. Entretanto, hoje, há uma desconfiança nesses papéis e quem sofre é a mesma população que antes sofria com tantas doenças.
Em primeiro plano, é importante ressaltar o papel histórico das “fake news” para a descrença nas vacinas, e no movimento antivacinas. No século XIX houve a Revolta da Vacina no Rio de Janeiro, aonde moradores, crentes que as vacinas eram utilizadas para exterminar as populações, recusavam-se a se vacinar. Depois de um século, lamentavelmente, a situação não é diferente; atualmente, muitos pais acreditam que se vacinarem seus filhos, por exemplo, irão garantir a esses uma vida com o autismo.
Em segundo plano, cabe destacar o problema da elitização do conhecimento para o agravamento das epidemias no Brasil. Para o filósofo Francis Bacon o conhecimento é um forte instrumento de poder, nesse sentido, percebe-se hoje, infelizmente, que esse poder vem sendo usado para hierarquizar a sociedade e não ajudá-la. Dessa maneira, um exemplo claro disso está na falta de campanhas, palestras, e promoção de eventos que poderiam tirar dúvidas de comunidades locais e reforçar a importância da prevenção contra doenças como o sarampo, a dengue e a poliomelite.
Torna-se evidente, portanto, que o desconhecimento leva a uma onda de fake news que prejudicam toda a sociedade. Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com as emissoras de TV, transmitam propagandas, em horário nobre, que tratem da importância da vacinação e prevenção contra epidemias. Além disso, as secretarias de saúde locais devem promover palestras nas escolas, com alunos e pais, sanando possíveis dúvidas. Espera-se, com as medidas tomadas, que a desinformação pare de ser uma constante na história da saúde brasileira.