Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 28/06/2020
Em 1970 foi iniciado um movimento que ficou conhecido como revolução sanitária, o qual defendia a saúde como um direito universal, assim foi criado o sistema único de saúde (SUS) para suprir as necessidades coletivas da população. O SUS se tornou um grande aliado no tratamento de doenças, principalmente pelas famílias mais carentes por ser um sistema público. Porém, enfrenta uma grande falta de recursos e filas bastante sobrecarregadas, o que acaba prejudicando e contribuindo para epidemias no Brasil. Além disso, a falta de saneamento básico e a falta de acesso à meios de prevenção contribuem ainda mais para a proliferação de doenças se tornando um descaso na saúde pública.
Em primeira análise vale ressaltar que, o saneamento básico é bastante escasso, dessa forma, facilita a contaminação por doenças visto que, segundo dados do Instituto trata Brasil 48% dos indivíduos não possuem coleta de esgoto, contribuindo para doenças como varíola, que se agravou pela falta de saneamento e foi uma violenta epidemia. Outro impasse resultante do agravamento de epidemias é a falta de meios de prevenção de doenças como a dengue, que pode ser controlado apenas com o ato de não deixar água parada. Dessa forma, o governo deve trabalhar em conjunto com a sociedade para neutralizar essas problemáticas.
Em segunda análise vale mencionar que, outro fato que também pode aumentar as epidemias no Brasil é a seca enfrentada em algumas regiões. Com esse efeito, se faz necessário estocar água para suprir as necessidades humanas. A armazenagem de água incorreta contribui na reprodução do mosquito causador de Dengue. Fato que pode ser observado em 2015, onde a região sudeste que apresentou seca severa, mostrou elevada taxa nos casos notificados de dengue em relação às outras regiões. Assim, fica nítido que a armazenagem de água segura deve ser imposta para controlar o surto dessa doença que está cada vez mais continua.
Diante disso, nota-se que o Brasil deve promover meios de combater as doenças antes de sua manifestação. Dessa forma, o Ministério da Saúde deve reestruturar o SUS com mais vagas para atendimento e mais profissionais capacitados de modo que atenda toda a população, tornando mais rápido o diagnóstico de doença e o tratamento. Como também, o governo deve investir no saneamento com intuito de controlar a contaminação de doenças infectocontagiosas e promover melhor qualidade de vida para os brasileiros. E ainda assim, o governo, juntamente com as escolas devem promover palestras de conscientização ligadas a armazenagem consciente de água e meios de prevenção de doenças, a fim de conscientizar a população e prevenir o surgimento de possíveis epidemias. Brasiltorne um país com epidemias menos agressivas e com menor taxa de mortalidade.