Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 27/06/2020

No Brasil, segundo a Constituição Federal de 1988, a saúde vem como direito de todo cidadão e obrigação do estado. No entanto, fora do papel, o país enfrenta grandes dificuldades na garantia desse direito, principalmente, quando trata-se do combate a epidemias. Nesse contexto, nota-se o desalinhamento dos setores governamentais e a falta de informação como principais agravadores no desafio das epidemias.

Primeiramente, deve-se pensar como falhas em outros setores governamentais, causadas pelo desalinhamento deles, se tornam problemas de saúde pública, sendo responsáveis pelas causas iniciais de epidemias ou pelo aumento na dificuldade de combate-las. Nesse viés, se tem o exemplo de surtos de peste bubônica e outras doenças, no século XX, na cidade do Rio de Janeiro, que foram gerados inicialmente pelas más condições, ou falta, de saneamento e infraestrutura que estava presente em algumas regiões da cidade ná época, e ainda hoje, nota-se em muitas regiões do país.

Outrossim, Nesse mesmo contexto histórico, que se passa também na então capital brasileira, a Revolta da Vacina, mostrou que as formas como são implementadas as soluções para as epidemias são tão importantes quanto as próprias soluções. Dessa maneira, quando não são bem trabalhadas e aplicadas, podem gerar grande falta de informação e com isso a diminuição ou não colaboração por parte da população, que torna-se resistente a aceitação das medidas governamentais, principalmente no cenário atual, em que se tem um tráfego muito grande de noticias falsas.

Por fim, o estado deve ir até as raízes dos problemas, que causam ou pioram epidemias, alinhando seus ministérios para que se tenham investimentos voltados ao controle de surtos epidemiológicos. Além disso, o Ministério da Saúde deve usar de recursos informativos, rádio; tv; blogues;  aplicativos; entre outros, de forma que as informações certas, através dessas mídias atinjam a maior parte possível da população para que aja uma concientização em massa e assim o apoio dos cidadãos no enfrentamento de possíveis crises de saúde pública.