Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/07/2020
Epidemias de Doenças Evitáveis
O sarampo, doença considerada erradicada no Brasil pela Organização Pan-Americana da Saúde, voltou a fazer vítimas em 2017, configurando um novo surto epidemiológico, segundo a BBC News. Isso deve-se à ineficiência do sistema de saúde pública e à falta de conscientização dos cidadãos a respeito da importância da medicina preventiva para evitar epidemias.
Em primeiro lugar, apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) atender cerca de 80% da população brasileira, segundo dados do Portal da Saúde do Governo Federal, de 2013, não tem funcionado adequadamente. Não raro, verifica-se na mídia denúncias de pacientes que enfrentam dificuldades na marcação de consultas e obtenção de leitos, problemas graves e recorrentes. Consequentemente, esses impasses inviabilizam o diagnóstico e tratamento de enfermidades no estágio inicial, como o sarampo. Dessa forma, as doenças evitáveis tornam-se epidemias.
Ademais, outro fator que desafia a saúde pública é a ignorância de algumas pessoas que apoiam movimentos anti-vacinação, responsáveis pela diminuição da cobertura vacinal - principal forma de prevenção do sarampo - de 95% em 2015, para 84% em 2017, no Brasil, de acordo com a revista FAPESP, em 2018. Dentre os principais argumentos da oposição, destaca-se o mito de que as vacinas causam doenças. Por isso, é notável que não há a divulgação suficiente de informações verídicas sobre formas de prevenção de doenças.
Dado o exposto, portanto, para que a população não sofra com epidemias de doenças evitáveis, é preciso que o Governo Federal em parceria com os estudantes da Faculdade de Sistemas de Informação da USP, desenvolvam um sistema de marcação de consultas e logística de leitos mais eficiente para o SUS, de modo que diminua a espera nos atendimentos. Além disso, devem divulgar na mídia, formas de prevenção às doenças e incentivo às vacinações, promovendo a saúde pelo Brasil.