Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 27/06/2020
Observando o cenário da colonização brasileira, realizada pelos portugueses no século XVI, muitas enfermidades foram trazidas pelos colonos, como a febre amarela e varíola. Dessa maneira, as doenças, efetivamente, provocaram epidemias no país, até então desconhecidas pelos povos indígenas. Similarmente ao passado, o Brasil ainda apresenta fatores que favorecem a disseminação de patologias, tendo razões sociais, climáticas e estatais. Como resultado, a antiga colônia portuguesa apresenta a problemática de tornar-se um berço epidêmico.
Primeiramente, vale destacar que, o Brasil apresenta clima propício para dispersões de doenças, o que facilitou a adaptação de afecções e transmissores advindos dos portugueses durante a época colonial. No entanto, este aspecto não é o único fator que corrobora para tal obstáculo, a precariedade do saneamento básico e da infraestrutura do sistema único de saúde (que abrange grande parte da população brasileira), estão entre as maiores causas do crescente aumento de patógenos, consoante a pesquisa realizada pela Uol. Outrossim, é a negligência e descaso de muitas pessoas em relação às medidas profiláticas, que se torna fonte da difusão de doenças, uma vez que indivíduos aversos a remédios e vacinas prejudicam outras pessoas que seguem os regulamentos das instituições de saúde, tal como a reprodução e transmissão de vetores.
Por conseguinte, de acordo com o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Dessa forma, para que esse organismo prevaleça de modo que, todos os elementos sejam igualitários e coesos, é necessário que os direitos dos cidadãos sejam garantidos, incluindo o benefício à saúde. Destarte, é primordial evidenciar que o Brasil se encontra na posição econômica de país emergente, dependendo significativamente de adequada estrutura de saúde e saneamento básico para alcançar o ‘‘status’’ de nação desenvolvida.
Portanto, são fundamentais medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, é necessário transformar as prevenções de doenças em uma ação conjunta da Sociedade e Estado. Para isso, é dever do Mistério da saúde investir na infraestrutura de hospitais e postos de saúde estatais, por meio das prefeituras de cada município, provendo remédios e vacinas para a população carente. Além disso, o Estado deve fornecer apropriado saneamento básico para que a taxa de contaminação diminua, em conjunto faz-se necessário os Governos Municipais criarem fiscalizadores epidemiológicos de bairros. Assim, eles irão incentivar a população a prevenir a proliferação de vetores, e também buscarão medidas para agir em locais abandonados.