Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 29/06/2020

No período da Baixa Idade Média, a população europeia fora acometida por uma das maiores epidemias da história, a peste negra. De forma semelhante, o mundo enfrenta outra doença grave, a covid-19. Com isso, observa-se que lidar com pestilências não é uma problemática recente, se tornando ainda mais difícil para países emergentes, como o Brasil. Nesse contexto, é evidente que tal adversidade tem como principal causa a educação deficitária que, por sua vez acarreta numa baixa cobertura de vacinação da população.

Convém ressaltar, a princípio, que a educação fragilizada está entre as causas do problema, já que permite a difusão das equivocadas ideologias “antivacinas” que induzem as pessoas à desacreditarem nos benefícios preventivos das vacinas. Consoante a Goeth, nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância em ação; tal fenômeno se verifica com o alastramento de doenças letais que, em sua maioria, poderiam ser evitadas através da imunização em massa.

Ademais, vale frisar que uma cobertura de vacinação deficiente da população está entre as principais consequências da questão, devido a indivíduos que, ao não se vacinarem, ficam propícios a transpassar os vírus epidemiológicos adiante bem como ocorreu na chamada “revolta da vacina”, rebelião popular contra a vacina antivariólica - ocorrida no Rio de Janeiro em 1904. Hodiernamente, um movimento similar a esse ganha força através das “fake news” que espalham diversas noticias falsas sobre o tema na internet. E, infelizmente, tudo isso provoca o retorno das epidemias passadas, de forma ainda mais mortal.

Diante de tão letal problemática, é mister que o ministério da educação, em parceria com as escolas, implementem discussões relacionados às vacinas, e sua relação direta com epidemias, em salas de aula, por meio de debates, a fim de ensinar sua importância às crianças para que possam se tornar adultos críticos quanto a movimentos como os “antivacinas” . Além disso, é preciso que o governo legislativo torne obrigatório que as pessoas se vacinem contra doenças como a febre amarela, por meio de leis, visando um maior índice de cobertura da população e, assim, prevenir futuras epidemias.