Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 28/06/2020

Segundo Émilie Durkheim, a sociedade é como um corpo humano, sendo necessário o funcionamento de diversos fatores para que haja perfeita harmonia. Nessa perspectiva, é possível compreender que as políticas públicas direcionadas à saúde, é um elemento primordial para estabelecer um equilíbrio ao coletivo brasileiro. Entretanto, devido ao seu tratamento trivial, dado pela coletividade, e também, à ineficiência governamental, essa estabilidade é impedida de ocorrer na prática. Por esse motivo, é de suma importância elaborar atitudes que lidam com estes desafios.

A princípio, é válido destacar que as soluções dessas infecções dependem do tratamento que a elas são destinados. Nesse sentido, Hannah Arendt em “A banalidade do mal”, reflete sobre o resultado do processo de massificação social, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, aceitando quaisquer situações sem questionar. Perante este exposto, é fulcral entender que a população brasileira, encontra-se alienada, principalmente, diante aos problemas da saúde pública, uma vez que, ela é convencida com argumentos superficiais sobre a indiferença de se prevenir contra  as doenças. Dessa maneira, é inevitável que problemas, como epidemias, não sejam resolvidos de forma eficiente, pois, o povo não identifica a relevância que tem sobre atos de precaução.

Ademais, é indubitável ressaltar a falta de ações do Governo como contribuição para a manutenção do infortúnio no país. Consoante ao pensamento do filósofo John Locke, o surgimento do Estado, deve-se a um contrato ente ele e a sociedade, a qual o confia sua liberdade política, esperando receber como retorno, medidas capazes de garantir uma harmonia. No Entanto, o que se observa, na realidade, não condiz com a visão do pensador, dado que, há ausência de uma educação destinada ao reconhecimento das políticas do sistema de saúde. Dessa forma, o coletivo, não tendo informação sobre a importância de preservar os bens que são dirigidos a ele, transforma-se uma massa leiga e facilmente manipulada por outrem.

Portanto, é necessário criar providências que resolvam as problemáticas. Logo, o Ministério da saúde e o Ministério da Educação, devem juntos, criar projetos de “Educação Sanitária”, por meio das escolas, locais onde serão executadas, reuniões e aulas cotidianas de conscientização aos pais  e jovens, e também, deve ser instituída em conjunto com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) a renovação da matrícula apenas com a presença do cartão de vacina atualizado, dos pais e alunos, com a finalidade de regularizar as epidemias que assolam o Brasil e, por conseguinte, minimizar os desafios na saúde pública brasileira. Sendo assim, o corpo social tornar-se-á saudável, tal qual um corpo humano em perfeito funcionamento.