Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 27/06/2020
A luta do Brasil no enfrentamento de epidemias se destaca desde antes, como as febre amarela e sarampo. No entanto, a dengue, em especial, desde que se tornou epidêmica, é um dos desafios que põe em cheque as políticas de saúde pública do País, uma vez que o SUS, sofre fortes problemas de infraestrutura e as cidades sobrevivem em meio a um saneamento básico defasado. Em vista disso, o que poderia ser feito para migitir esses problemas?
A princípio, a Constituição Federal de 1988 alega que a saúde é um dever do Estado e um direito de todos. Contudo, o SUS encontra-se desestruturado, pois, para que as vítimas de uma epedimia sejam atendidas devidamente, os hospitais e postos de saúde necessitam possuir uma infraestrutura adequada e logística planejada. Inoportunamente, não é isso que se vê em uma reportagem do Fantástica, em 2016, a qual investiga leitos superlotados, hospitais sem equipamentos e ausência de profissionais, revelando a falta de assistência governamental.
Ademais, os centros urbanos estão com seus saneamentos básicos em defasagem. De fato, a falta de fiscalização por parte do poder público propicia precariedades como o acúmulo de lixo em casas abandonadas e em terrenos baldios, que gera um ambiente de reprodução do Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue. Tais fatos foram notíciados pelo G1, em 2017, o qual mostra que os quintais residências não são os principais focos do mosquito.
Destarte, esse quadro revela a necessidade de amenizar as arbritariedades do Estado em meio ao enfretamento de epidemias. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde melhorar a infraestrutura urbana, bem como a rede de saúde pública, ao usar agentes da Vigilância Sanitára de cada município para fiscalizar os terrenos baldios e casas sem residentes, no intuito de se combater os focos do mosquito, além de averiguar os hospitais e postos de saúde para que as infrações sejam denunciadas ao Ministério Público. Assim, o Brasil terá políticas eficazes no combate a epidemias e poderá garantir a saúde de todos.