Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 28/06/2020
A série brasileira “Sob Pressão”, retrata o dia a dia da saúde pública no Brasil. Para ilustrar, a série mostra a falta de estrutura dos hospitais para suportar o cotidiano brasileiro, tendo possibilidade de piorar em meio as epidemias. Infelizmente, a ficção das telas é uma realidade no Brasil sendo que é possível reverter essa quadro com informação e investimento no desenvolvimento da ciência e da infra estrutura dos hospitais no país.
Em primeiro lugar, é preciso compreender que a falta de informações sobre o desconhecido gera medo, desespero e terror. Dessa forma, em 1903, houve no Brasil a Revolta da Vacina. Em seguida, para proteger a população contra a epidemia da varíola, Oswaldo Cruz determinou a obrigatoriedade da vacinação, a qual não foi muito bem compreendida pela população. Devido a mal interpretação das informações, uma ação popular foi realizada e uma série de conflitos aconteceram. Assim, conclui-se, que o primeiro passo para conter epidemias é a transparência nas informações, as quais são necessárias para compreensão e prevenção popular.
Outrossim, as epidemias no Brasil são diversas e em vários lugares do país. Em detrimento dessa heterogeneidade, Milton Santos, Geografo brasileiro, classificou o Brasil em quatro “Brasis”. Seguramente, Milton previu as especificações de cada região. Com isso, é necessário olhar uma a uma para descrever suas características. Por isso, é essencial que a ciência entre em cena para expandir o conhecimento das epidemias de cada região e levar esse conhecimento a todos.
Em suma, é fundamental superar os desafios da saúde pública em meio as epidemias. Imediatamente, o Ministério da saúde deve fornecer, por meio de uma transparência de dados virtuais e em telejornais, as informações com referência a situação de epidemias a qual o país passa, com o intuito de fazer a população compreender certas medidas de enfrentamento. Ademais, o Ministério Educação deve investir em programas de pesquisas nas universidades de diversas regiões, por meio de bolsas de incentivo aos cientistas, para que possam se sustentar durante o progresso de seus trabalhos, a fim de incrementar a ciência a cada região e torna-la uma importante aliada no combate a epidemias no Brasil. E, assim, pode-se-á superar os desafios da saúde pública brasileira.