Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 29/06/2020

Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções da sociedade sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental das pessoas. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da possibilidade de alastramento de epidemias no século XXI. Com efeito, reestruturações governamentais e sociais são medidas impostas como necessárias para que os desafios na saúde pública sejam minimizadas em tempos de crises epidêmicas.

Inicialmente, é válido ressaltar o impacto que o desconhecimento dos brasileiros acerca dos direitos causa na reivindicação da assistência em hospitais. Segundo pesquisa feita pelo Data Senado, cerca de 50% dos entrevistados confessaram saber nada ou muito pouco sobre a atual Constituição Federal. Desse modo, o Sistema Público de Saúde (SUS), por exemplo, por conveniência dos líderes de Estado é ocultado como algo de extrema necessidade, visto que a revolta social sobre isso não é evidente na mídia. Assim, quando a população não protesta pelo básico e torna-se, por isso, alienada, o Governo fortifica a ideia de poder absolutista, com gratificações rasas, como propagandas contraditórias - visto os extremos entre a ação e a teoria - de apoio a determinado grupo minoritário, para manter a satisfação dos indivíduos às condutas. Infelizmente, o cenário caótico fica evidente em período de pandemia, visto que toda uma sociedade se encontra em estado de fragilidade, principalmente, mental.

Outrossim, é imprescindível mencionar a complexidade de ênfase a todos os setores da saúde em uma pandemia, posta a fatalidade desta. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, existe uma agressão, a qual denominou de “violência simbólica”, que, apesar de apresentar ausência de coerção física, impacta negativamente na mente do indivíduo, provocando problemas, como depressão e crise de pânico. A partir do supracitado, é possível prever tal agressão em um telespectador diário de jornais, pois os noticiários, ao possuírem o papel de atualizar às pessoas acerca do meio em que vivem, apresentam constantemente a quantidade de mortes e as vítimas atingidas pela pandemia. Ademais, os próprios profissionais da saúde, os quais estão à frente no contato com os enfermos, acabam por não ter atenção ao psicológico. Desse modo, evidencia-se a necessidade de alternância das notícias nos veículos midiáticos e a atenção aos setores responsáveis pela manutenção harmônica da população.

Portanto, ações são importantes para que as epidemias no Brasil sejam cessadas com sucesso e com rapidez. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por intermédio de uma reunião com os governadores estaduais, fiscalizar a diretoria dos hospitais regionais, a fim de garantir a assistência necessária e a boa administração dos profissionais de forma inclusiva, para que, em uma pandemia, o caos não seja promulgado. Dessa maneira, esperam-se resultados positivos para a nação em nível mundial.