Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 29/06/2020
Na década de 70, a Revolução Sanitária que acontecia no Brasil, garantiu a saúde como um direito à todos. Porém, somente anos depois, o SUS foi instaurado e está vigente até os dias atuais. Dessa forma, as epidemias se tornaram verdadeiros desafios, já que a atenção primária não é eficiente, bem como, temos a ausência de uma educação para a população beneficiada pelo sistema.
Em 1988, com a Constituição Federal, a população brasileira conquistava um novo sistema de saúde, o SUS, que é baseado no atendimento igualitário e divido em níveis de assistência, sendo que a atenção primária é a porta de entrada para o atendimento. Porém, é notável que tal hierarquização não é realizada da forma correta, pois a população prefere buscar atendimento nos níveis secundários devido à falta de vagas e a burocracia para se ter um atendimento na Unidade Básica do seu bairro, já que, muitas vezes é preciso enfrentar filas.
Do mesmo modo, é válido referenciar que, a ausência da educação para a população acerca do sistema de saúde, se torna outro desafio, visto que, a notificação dos casos são feitos pelas UBS, e caso não sejam notificados, não será possível prevê as taxas de contaminação da população. Por exemplo, na pandemia do Covid-19, a notificação está sendo feita pela APS (atenção primária de saúde) ao sistema desenvolvido pelo Estado para a elaboração da curva de contaminação.
Infere-se portanto, que medidas são necessárias para que os desafios relacionados à epidemias sejam os menores possíveis. Assim sendo, o Ministério da Saúde em conjunto com as Secretarias de Saúde de cada estado, devem promover pesquisas de reavaliação da eficiência do atendimento primário nos bairros, e caso sejam identificados problemas, deve-se corrigir, proporcionando o melhor atendimento possível e em maiores quantidades, durante todos os dias da semana e, se necessário, prolongar o horário de funcionamento da UBS. Da mesma forma, cabe à APS, a promoção da educação e conscientização da população, por meio de panfletagem e caminhadas pelo bairro, para que os outros níveis de atendimento não sofram uma sobrecarga. Com as efetivas práticas dessas questões, o atendimento será garantido e o Brasil não sofrerá com desafios para enfrentar novas epidemias.