Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 30/06/2020
Com a colonização do Brasil, várias doenças foram trazidas pelos portugueses, a exemplo a varíola e a gripe. Desde então o país enfrenta epidemias. O sistema de saúde pública está em colapso e a falta de investimento faz com que a situação piore gradativamente. É necessário que o Estado coloque a saúde como prioridade e que medidas sejam tomadas para combater a problemática.
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito social, logo, deveria estar disponível para todos. Entretanto, é sabido que em diversas regiões do país, não se tem tratamento adequado de água e esgoto, o que acarreta em alta disseminação da doença por um amplo território. Dessa forma, o investimento em tratamento de esgoto seria uma ótima medida contra a propagação em larga escala dos vírus no país.
Neste ano de 2020, o planeta enfrenta uma pandemia causada pelo Coronavírus. Todavia, o Brasil luta contra o mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti, há décadas. O mosquito ataca a todos, e a falta de cuidados pode levar a morte do agente. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2015 houveram 224.101 casos notificados no país, e o índice de morte por dengue foi maior no estado de São Paulo. Cabe ressaltar que agora que o mundo enfrenta uma pandemia, os cuidados com a dengue diminuíram e consequentemente mais pessoas estão sendo infectadas. Por isso, é dever de todos não deixar um ambiente propício para a proliferação do mosquito, como a água parada.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o atual impasse. É necessário que o Ministério da Saúde continue alertando a população a se cuidar para não contrair o novo Coronavírus, mas que não deixem de lado o combate contra o Aedes Aegypti. Para isso, os meios de comunicação devem sempre apresentar dados atuais sobre os índices da doença em cada estado, e cada município deve criar campanhas para sempre alertar a população. Dessa forma, para que os hospitais não estejam sempre superlotados e para que as pessoas não continuem morrendo nas filas, é preciso que ações preventivas sejam feitas para que não venham a contrair a doença, seja dengue, seja o Covid-19 (Coronavírus), ou qualquer outra doença infecciosa, e necessitem de hospitais públicos, que tem pouco investimento para atender grande demanda de doentes.