Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

No século XVI, com a chegada dos portugueses ao Brasil, foram registradas as primeiras doenças de ordem epidemiológica no país(responsáveis por dizimar parte da população indígena). Até hoje as ocorrências coletivas de enfermidades denotam um viés a ser enfrentado que exige performance governamental e social. Isso, porque algumas práticas anticidadãs associadas a falhas na ação do Estado tornam insolúvel a questão das epidemias no Brasil.                                                                       Nota-se, nesse contexto, que a recorrência e a instalação de doenças no país acontecem, em parte, por uma incorreção da sociedade. Evidência disso é alta incidência das viroses causadas pelo mosquito “Aedes aegypti”- apesar das frequentes campanhas de conscientização, a maior parte dos focos desse vetor é encontrada nas residências. Mais: os crescentes movimentos antivacinas ameaçam as conquistas já alcançadas pela vacinação e põem em risco grupos que se beneficiavam com a “imunidade de rebanho”. O sarampo e a poliomielite, por exemplo, não atingiram sua cobertura vacinal desejada no ano de 2018, segundo o Ministério da Saúde. E, assim, mesmo já sendo erradicados voltaram a ser motivo de preocupação. Há, também, ausência de medidas efetivas que viabilizem a prevenção contra epidemias no Brasil.                                                                                                         Nesse âmbito, observa-se a falta de saneamento básico para mais de 30% da população, que é responsável por diversas doenças como a cólera e o agravamento da dengue, por exemplo. O tratamento de esgoto representa importante condição para a saúde da população. Reflexo disso foi a Peste Negra observada na Europa no século XIV. Além disso, é possível notar que as medidas até hoje tomadas pelo Poder Público diante das epidemias já frequentes no país, são na maioria das vezes curativas e não preventivas- fugindo da ação conjunta com a Vigilância Epidemiológica preconizada pelo Sistema Único de Saúde.

Para que o viés epidemiológico que assola o país seja enfrentado é necessário, portanto, maior empenho do Estado. Tal ação deve ocorrer por meio de medidas punitivas(como cortes em programas sociais do governo e multas), para a população que não contribuir para erradicação de epidemias. Fazendo, assim, com que haja maior participação social no combate às doenças.