Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 29/06/2020
Promulgada em 1948, pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito á saúde e ao bem-estar social. Conquanto, grande parcela do povo não usufrui desse bem devido ao desafio no controle de epidemias encarado pela saúde pública no país. Diante desse cenário, faz-se necessário a atuação dos agentes sanitários em parceria com os governamentais a fim de saná-lo.
Em primeiro lugar, a falta de informação presente na sociedade, sobretudo na área de profilaxia, é o principal agravante do processo. Partindo dessa premissa, observa-se a revolta da vacina ocorrida em 1904, no Rio de Janeiro, resultante da ação autoritária desastrosa do Estado ao impor uma vacinação obrigatória e a desinformação da população acerca da imunização. Entretanto, mesmo com novas tecnologias e conhecimentos medicinais, décadas depois, surge o movimento antivacina, regado de má informação e contribuidor do aumento de incidências de casos de febre amarela e de sarampo- doença que já havia inclusive sido erradicada do Brasil. Além disso, a negligência no cumprimento de medidas preventivas no combate a focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti é preocupante e também culminam em surtos de zyka, dengue e chikungunya.
Outrossim, é indiscutível que o estilo de vida brasileiro acaba por gerar uma nova epidemia causada pela má-nutrição. Sob esse ponto de vista, a escassa disponibilidade de alimentos acarreta na subnutrição do indivíduo, ou, em casos contrários, a adoção de hábitos alimentares recheados de produtos industrializados e obesogênicos, seja por praticidade, seja pelo baixo custo, aliados ao sedentarismo resultam na obesidade, patologia da qual derivam inúmeras outras, tais como diabetes do tipo dois, hipertensão e doenças cardiovasculares. Tal conjuntura de nação adoecida é extremamente problemática pois além de prejudicar seus habitantes, superlota o sistema de saúde e impede seu desenvolvimento socioeconômico.
Portanto, urge-se a parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação para a realização de propagandas veiculadas pelos meios comunicativos e palestras realizadas nas escolas com abordagens sobre medidas profiláticas, além de intensas campanhas de vacinação nos postos, que visem instruir as demais camadas sociais, esclarecer conceitos errôneos e exercer práticas que possibilitem a contenção de epidemias. Ademais, o governo deve diminuir o preço das frutas, legumes e hortaliças, através do aumento de impostos sobre produtos industrializados, tornando-as de fácil acesso à população a fim de incentivar uma alimentação balanceada. Assim, o Brasil melhorará a saúde de seus habitantes e entra em consenso com os preceitos estabelecidos pela ONU.