Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 o Brasil recebeu um certificado de eliminação do sarampo, entretanto, em 2020, foram confirmados mais de 4 mil casos da doença. É notório que há um desafio na saúde pública de saber como lidar com uma epidemia. Para isso, é necessário que as pessoas entendam a importância da vacina e do investimento na ciência.

A priori, cabe ressaltar que todas as epidemias foram controladas com o uso de remédios ou vacinas. Entretanto, em 1998, o ex-cirurgião Andrew Wakefield, publicou um estudo afirmando que a vacina contra o sarampo, causava autismo. Desse modo, desde a publicação há várias pessoas adeptas do movimento antivacina. O resultado disso, é a queda do número de pessoas vacinadas, e consequentemente, a volta de doenças erradicadas. Assim, nota-se como a vacinação é importante no controle de doenças.

Além disso, é necessário destacar a importância da ciência. De acordo com “O Globo’’, em 2019, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) suspendeu 4500 bolsas. Desse modo, é perceptível a falta de recursos e investimentos. O resultado disso são pesquisadores sem verbas para realizarem suas pesquisas. Dessa forma, é visível a importância e desvalorização da ciência.

Torna-se  evidente, portanto, que é um desafio, e uma necessidade, lidar com epidemias. A princípio, o Ministério da Saúde - responsável pelo controle e combate de doenças - por meio de campanhas publicitárias, destaquem a importância e necessidade da vacinação, a fim de influenciar as pessoas a se vacinarem. Concomitantemente, o Estado, por meio de investimentos na ciência, deve valorizar, e ceder verbas para Institutos de Educação, com o intuito de que sejam feitas mais pesquisas. Desse modo, dar-se-à os primeiro passos para lidar com epidemias.