Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/07/2020
No tramitar do século XV m no Brasil as primeiras invasões portuguesas, abordo dessas expedições, uma civilização com sede de poder e um conglomerado de novos patógenos até então desconhecidos em solo tupiniquim. Como fortes aliados na luta da conquista contra os ameríndios, esses agentes infecciosos foram responsáveis pela morte de milhares de indígenas. De maneira análoga os surtos epidêmicos no Brasil ainda se caracterizam como um como um grande desafio de saúde pública, visto que a inação preventiva tende ao colapso do sistema de saúde e por conseguinte o alto número de óbitos. Nesse ínterim faz-se mister o debate acerca da dinâmica de de atuação governamental, bem como do posicionamento social perante os hábitos preventivos.
Precipuamente, é fulcral salientar a necessidade de reformulação na intervenção estatal. De acordo com a Folha de São Paulo, os recentes cortes na área da ciência chegaram a 40% do orçamento, reflexo disso é o atual fenômeno da fuga de cérebros, que impacta diretamente na resposta em pesquisas e desenvolvimento de vacinas para combate e prevenção de epidemias. Em consonância com o filósofo Thomas Hobbes, cabe ao Leviatã (Estado) a garantia dos direitos individuais, entre eles o de prevenção e assistência a saúde do tecido social.
Ademais, convém frisar que que a postura intransigente de certa parcela populacional em muito dificulta o bom êxito do serviço preventivo. Para o historiador Chico Buarque de Holanda, a Revolução Científica de 1453, funcionou como uma atividade “exorcista” no imaginário europeu, rompendo com diversos mitos e ideias antigas. Analogamente, a maior parte da intransigência civil se deve ao desconhecimento tecno-científico da população que por não compreender os processos de contaminação, proliferação, e prevenção, acaba por se expor demasiadamente aos potenciais agentes epidêmicos. Logo, urge no tecido social uma nova Revolução Científica, tendo por fim a popularização do saber e interação mais assertiva com o arranjo marginalizado.
Portanto, afim de encontrar subterfúgios para aplacar a lacuna na intervenção de epidemias, é imprescindível que o Governo Federal por meio de recursos provenientes do fundo da União, retome os investimentos em ciência. Isso pode ser feito com a disponibilização de novas bolsas de iniciação científica em institutos federais, voltadas principalmente para a área da saúde. Dessa forma, logo poder-se-á afirmar que a pátria dispões de mecanismos exitosos para revolucionar o conhecimento aos moldes do descrito por Buarque, e , ceifar definitivamente, o recorrente imbróglio de epidemias, pendular desde as primeiras invasões portuguesas.