Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

Com a vinda dos portugueses para o Brasil em meados no século XVI, muitas enfermidades foram trazidas com eles, a exemplo a varíola, que é relatada pelos historiadores como a primeira epidemia ocorrida no País. Esse cenário epidêmico, infelizmente, ainda é notabilizado no Brasil, e um dos fatores que corroboram para essa problemática é a falta de saneamento básico de qualidade.

Antes de tudo, é importante pontuar que o reaparecimento de epidemias no Brasil deriva na baixa atuação do setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto isso não é uma realidade brasileira. Devido a falta de envolvimento das autoridades, o sistema de saneamento básico é precário, não alcança todas as regiões do Estado, deixando comunidades em contato direto com água poluída, com esgoto e etc. Essa precariedade facilita a contaminação de água e alimentos, por exemplo, acarretando uma ampla disseminação de doenças pelo País. Prova  disso são os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quais mostram que 34,7% dos municípios brasileiros ainda registram epidemias ou endemias relacionadas à falta ou à deficiência de higienização de qualidade. Além disso a burocracia para aprovarem os projetos dificultam a realização destes, consequentemente interferem na melhoria da saúde pública.  Desse modo faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Fica claro, portanto, que esse panorama nacional carece de mudanças. Para tal, é necessário que o Ministério de Desenvolvimento Regional juntamente com a Secretaria Nacional de Saneamento (SNS) desenvolvam projetos mais eficientes de saneamento básico que abranja todos os municípios, que reduzam o tempo de analise e a burocracia dos projetos, afim de iniciarem as obras de tratamento com rapidez, assim como  também devem estipular prazos - obrigados por lei - de entrega das obras para ser entregue à comunidade. Pois a saúde da sociedade também depende disso. Ademais, O Ministério da Educação em conjunto com as empresas que cuidam do processo de higienização coletiva, podem promover aulas, palestras para os trabalhadores das empresas, com o intuito de capacitá-los ainda mais para esse serviço tão importante. Dessa forma poderemos evitar epidemias como as ocorridas no período da colonização portuguesa no País.