Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

De acordo com o romancista irlandês Georg Bernard, o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não conseguem evoluir. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, os desafios para se combater epidemias no Brasil carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade e não dificulta a efetivação dos planos de Bernard .Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater doenças epidemiológicas no Brasil. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato se reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área de fiscalização sanitária e infectologistas, como também nos insólitos recursos em infraestrutura, logística e aperfeiçoamento específico no campo político-social, aliados a uma boa disposição estatal para confutar patologias epidêmicas, medidas estas que tornariam o ambiente comunitário mais eufônico, mas devido à falta de aplicabilidade governamental, isso não é firmado.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca dos desafios relacionados a epidemia sistemática no país, pois, não houve instrução na íntegra, impossibilitando a luta pelo desenvolvimento. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele tampouco a sociedade muda. Isto é, mostra tanto a importância da resplandecência de um senso crítico civil quanto a base de um aprendizado educacional analítico sobre como resolver problemas voltados as doenças com alto índice de transmissão (seja por vetores ou contato humano), que seriam imprescindíveis para contrapor o impasse.

Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver os desafios contra as epidemias no Brasil. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos, acerca de uma melhor forma de combate contra toda e qualquer patologia epidemiológica que afeta a saúde pública, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, com participação de profissionais da área de fiscalização sanitária, infectologista e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de George B.