Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

A maneira com que o governo e a população brasileira lidaram com a pandemia do vírus COVID-19 em 2020, levou à morte de mais de 58 mil pessoas, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o que demonstrou o despreparo para lidar com um grave problema de saúde pública, as epidemias. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: falta de conhecimento e insuficiência legislativa.

Em primeira análise, a falta de conhecimento mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Conforme o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo, o que configura um dos entraves com relação ao enfrentamento de epidemias no Brasil: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre as doenças, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a insuficiência legislativa. Nesse prisma, Maquiavel defendeu que mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes, essa perspectiva aponta para uma falha comum das sociedades: acreditar que a lei em si pode resolver problemas complexos, como as epidemias. Assim, o que verifica-se é uma insuficiência da legislação, se essa não vier atrelada a políticas públicas que ajam na base cultural do problema, dificultando sua resolução.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. É necessário que representantes políticos da esfera municipal e líderes de bairro mobilizem a população a elaborar cartas de denúncia e abaixo-assinados, exigindo a real aplicação da legislação brasileira e políticas públicas para amenização do problema. Tais documentos devem ser enviados ao site da Controladoria-Geral da União, a fim de que os problemas com relação ao enfrentamento de epidemias sejam de conhecimento público e possam ser solucionados.