Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 30/06/2020

“Ordem e Progresso”: o pensamento positivista estampado na bandeira do Brasil não reflete a realidade do seu povo, especialmente no que tange ao seu bem-estar. A partir do início de 2020, o mundo passou a enfrentar uma pandemia causada pelo coronavírus. Nesse contexto, diversos países lidaram com milhares de mortes no decorrer do ano e, para isso, foram criadas medidas para o combate à doença. Frente a isso, o Brasil foi um dos países menos eficientes na luta contra a virose e chegou a atingir, até a metade do ano, quase um milhão de contaminados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse sentido, é importante analisar que essa realidade ocorre em virtude da desinformação populacional somada à falta de infraestrutura fornecida pelo governo.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que, no início do século XX, em meio ao alto índice de infecção da varíola, eclodiu, no Brasil, a Revolta da Vacina. Esse movimento ocorreu, sobretudo, em razão da falta de conhecimento da população acerca da importância da vacina para a sua saúde. Sob essa perspectiva, a realidade do Brasil no século XXI não é diferente no que diz respeito ao enfrentamento de epidemias. Desse modo, a carência de educação dos cidadãos torna-se um obstáculo para a saúde pública, visto que, segundo a OMS, o país atingiu o segundo lugar com o maior índice de contaminação do covid-19. Assim, fica explícito o papel da educação no combate a essas doenças.

Além disso, faz-se necessário salientar que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil investe menos do que a média mundial na saúde de seus habitantes. Nesse sentido, há, nas instituições populares de saúde, ineficiência no tratamento dos cidadãos. A exemplo de hospitais públicos e postos de saúde, existe a falta de equipamentos e profissionais necessários à manutenção da sanidade. Como prova disso, conforme a Rede São Paulo, cerca de 30% de suas cidades não possuem leito hospitalar. Dessa forma, é clara a maneira como a baixa infraestrutura é um empecilho ao bem-estar do brasileiro.

Em síntese, a carência de informações fornecida ao povo, associada à ineficácia de políticas públicas no país, é uma barreira para o enfrentamento de epidemias no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio da contratação de profissionais, bem como médicos e enfermeiros, promover, nas escolas, aulas e palestras a respeito de saúde pública. Ademais, o Ministério da Saúde (MS) deve, mediante investimento financeiro, fornecer aos hospitais e postos de saúde os materiais essenciais, como vacinas, e contratar profissionais necessários ao atendimento. Isso deve ser feito a fim de educar a população acerca da prevenção e tratamento de doenças e, também, assegurar a sanidade do povo. Dessa maneira, espera-se enfrentar os desafios para lidar com epidemias no Brasil.