Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

Não raro, os acontecimentos na sociedade brasileira têm fomentado debates acerca dos desafios na saúde pública para lidar com epidemias no país. Nesse viés, nota-se que se trata de uma situação que incide contemporaneamente e urge por melhorias. Tendo isso em vista, não só a água parada, como também a baixa taxa de vacinação, principais fatores da proliferação de certas doenças epidemiológicas, endossam a importância de se discutir a questão.

Em primeira análise, é válido salientar que a água parada é o criadouro da larva do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da febre amarela, da zica e da chkungunya. Nesse âmbito, a História revela que a presença deste mosquito africano, no Brasil, é datada desde o período colonial. De maneira análoga, tal conjuntura evidencia que o país se encontra, majoritariamente, na zona tropical, local ideal para o crescimento da população deste animal, pois no verão há um grande volume de chuvas. Por conseguinte, existem surtos anuais das doenças epidemiológicas transmitidas por esta espécie. Como prova disso, o Ministério da Saúde divulgou que nas cinco primeiras semanas de 2020, houve um aumento em relação com o mesmo período do ano de 2019.

Em segunda análise, é indubitável que cada vez mais os pais deixam de vacinar seus filhos. Nessa perspectiva, a Biologia diz que para uma doença ser erradicada do país mais de 95% da população tem que ser vacinada. Sob tal ótica, essa realidade destaca que algumas pessoas por acreditarem que não existe mais o vírus do Sarampo no ar, não se protegem contra ele. Dessa forma, essa doença epidemiológica voltou a causar vítimas no país, podendo até levar ao óbito. Tal fato pode ser comprovado pelo portal Fiocruz, em uma de suas reportagens mostra que, em 2018, houve dois surtos dessa enfermidade.

Por tudo isso, é notório que medidas são necessárias para solucionar tal problemática. Para tanto é imperioso que a população, por meio de uma vistoria na casa de cada um para verificar se existe algum local com água parada, essa rotina deve acontecer, semanalmente, durante todo o ano, com o fito de diminuir os casos de dengue, febre amarela, zica e shikungunya. Ademais, é interessante que o Ministério da Saúde, por meio de propagandas que devem circular nas rádios e nos canais de televisão, no horário de máxima audiência, que ensine a importância de se vacinar contra todas as doenças, inclusive o Sarampo, com a finalidade de erradicar novamente a doença do país. Só assim, a população estará segura.