Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

Indubitavelmente, as populações carentes que dependem mais da saúde pública, grande maioria no Brasil, acabam se tornando alvas de doenças que exigem certa higienização e suporte. No século XIV, na época medieval, a Peste negra foi a doença que mais matou na humanidade e a falta de higienização e saneamento básico foi o que deu início a bactéria. Paralelamente, aqui no Brasil temos uma saúde pública ineficaz que não garante segurança para todos, além disso, há uma ampla desinformação, principalmente em periferias e regiões carentes, o que transforma doenças que podiam ser evitadas com algumas medidas preventivas em grandes catástrofes para diversas famílias.

A priori, o sistema de saúde pública deveria atender toda a população que necessita da mesma. Todavia, Segundo o site “AgenciaBrasil”, foram identificadas 140 localidades sem abastecimento de água apenas no Rio de Janeiro, com isso, o número de contágio por doenças que se proliferam com mais facilidade em locais sem recursos básicos aumenta absurdamente. O “Covid-19", vírus que causou um grande impacto em todo mundo comprova o tamanho de tal atraso em países subdesenvolvidos, pois em países que possui baixo índice de desigualdade e ótima saúde pública, já conseguiram estabilizar o número de mortes e proliferação, como a Austrália que abriu os comércios aos poucos depois de algumas semanas de “lockdown”. Divergentemente, em países com desigualdade onde não há o mesmo saneamento, saúde e segurança para todos, como o Brasil e EUA, estão tendo mais dificuldade para estabilizar os gráficos de mortalidade, de acordo com o site “Exame”.

Além disso, a parte maioritária da população não tem acesso à informações detalhadas, portanto, acabam demorando para tomar as medidas preventivas, e muitos, por sua vez, têm seus “olhos vendados” pela ignorância. Sócrates, um dos principais pensadores da Grécia, recebeu parte deste mérito devido a importância que dava ao diálogo, ele incentivava a sociedade excluída socialmente a refletir sobre a realidade que vivia. De maneira similar, o governo deve agir igual “Sócrates” e distribuir as informações imprescindíveis para a população, sem custo e com um fim em si só: Dar conhecimento ao próprio povo. Com isso, certamente haveria uma pressão maior e mais consciente para minimizar tais problemas sociais.

Logo, o Estado deve tomar medidas para diminuir o número de doenças proliferadas devida a pobreza. Cabe ao Ministério das Cidades, por intermédio de verbas governamentais, investir na instalação de saneamento básico nas populações mais carentes dando uma estrutura mais justa e mais higiênica, a fim de reduzir o número de contágio entre os pobres e por conseguinte, em toda nossa população. Eliminando o meio de propagação, minimizamos o contágio em todo Brasil.