Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/07/2020
Brasil, um país de tamanho continental, com mais de duzentos milhões de habitantes. Uma epidemia que atinge um lugar de tamanha proporção, de certo é um grandioso desafio a ser enfrentado pelo sistema de saúde local. Principalmente, quando a própria população nacional auxilia na propagação e desenvolvimento da patologia em questão.
É notável a presença de maus hábitos do povo brasileiro em relação a seus cuidados com a saúde. A automedicação e a procura tardia de um profissional da área, são costumes frequentemente realizados pela população. Esses fatores, consecutivamente, fazem com que o paciente tenha seus sintomas mascarados pelos medicamentos indevidos e facilita a evolução dos estágios da patologia em questão, no corpo do hospedeiro, podendo chegar a níveis críticos.
Além destes contratempos, a área da saúde enfrenta a crescente tribulação dos movimentos antivacina, que são baseados em notícias falsas sobre este método de imunização. Estes movimentos começaram em 1988 com Andrew Wakefield, quando publicou, mentirosamente, em uma revista que a vacinação causava autismo e perduram até os dias de hoje. Este problema causou a volta de doenças praticamente erradicadas, como a cólera, o sarampo e a rubéola, que possuem potencial epidêmico.
Então, como lidar com uma epidemia em um país assim? Trabalhando na prevenção desta, com o aumento de programas como o ESF (Estratégia de Saúde da Família), no qual agentes de saúde, subdivididos em pequenas regiões, visitam mensalmente as moradias das pessoas cadastradas no SUS (Sistema Único de Saúde), de modo que, podem checar com mais precisão o estado de saúde da população. Além disto, estes agentes conseguem, através deste programa, alcançar as mais diversas camadas sociais, podendo assim, desmistificar notícias falsas e informar as pessoas dos hábitos corretos para uma vida saudável e previnida.