Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

O Enfrentamento da Epidemia

A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à saúde e ao saneamento básico no Brasil, todavia, na prática, não há o cumprimento total da lei prevista. Ademais, o aumento da transitividade global de pessoas e mercadorias, nos últimos anos, eleva os riscos de contágio de doenças. Com isso, tais fatores apresentados são reais dificultadores no combate a eventuais epidemias.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aproximadamente 35,7 % da população não tem acesso ao sistema de esgoto, além da falta de atendimento médico adequado. Desta forma, essa parcela da sociedade, que não detém as medidas profiláticas necessárias, torna-se um potencial foco de contaminação em massa, que geralmente atinge os mais pobres.

Outrossim, é o processo de  migração e globalização que resultam na entrada e saída de grandes contingentes populacionais. Em 2017, a introdução de imigrantes venezuelanos sem as devidas preocupações deu origem há novos casos de Sarampos, que até então, era erradicada do Brasil. Desta maneira, fica evidente que, a falta de monitoramento de indivíduos recém chegados ao país, pode dar origem a novos surtos periódicos de enfermidades.

Em suma, a falta de recursos sanitários, em conjunto com o alto fluxo de estrangeiros em solo nacional, são fatores que podem ocasionar ou potencializar novos caso de epidemias. Deste modo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional, repassar parte da verba disponível para os Municípios investirem no seu Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e na criação de novos hospitais. Além disso, deve-se investir no aumento de testes rápidos em regiões de fluxo estrangeiro, com o intuito de fiscalizar possíveis novos casos de doenças e por consequência, combate-los. Somente assim, o país conseguirá enfrentar de forma eficaz as mais diversas epidemias.