Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

O avanço da tecnológico da medicina tem auxiliado na prevenção de diversas epidemias, porém, nos últimos anos, mesmo com todo o repertório tecnológico e intelectual epidemias que deveriam estar sob controle continuam aparecendo e cada vez com mais frequência, muitas vezes por descaso da população e dos governantes.

Um dos casos de epidemias que é presente no cotidiano brasileiro é a dengue, que segue ano após ano com um grande número de infectados e mortos, no estado do Paraná o número de infectados segundo à Secretaria de Saúde Pública em seis meses superava duzentos mil, geralmente os números de contágios em grandes metrópoles são maiores por conta da alta densidade populacional, enquanto que em regiões mais pobres ou afastadas e com menor desenvolvimento econômico o dano causado pelas epidemias é muito mais letal, podendo ser citado o exemplo da Republica Democrática do Congo que desde 2013 continua tendo surtos de ebola, enquanto no resto do mundo à doença já está praticamente erradicada.

Jaron Lanier fala em seu livro “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais” que a criação de grupos contra vacinas (anti-vaxxer) hoje em dia só são possíveis por conta das campanhas que tiveram sucessos em anos e décadas anteriores, que caso a situação se prolongue por anos é possível que doenças já erradicadas voltem a causar danos à sociedade, no Brasil o sarampo que já estava controlado voltou a causar estragos por conta destes extremistas, agora, o mundo passa pela maior pandemia registrada já registrada nas últimas décadas, o COVID-19 tem se mostrado extremamente contagioso e letal, fazendo mais de um milhão de casos no Brasil e mais de dez milhões no mundo.

A tecnologia contribuiu de forma extremamente positiva para a diminuição de doenças, mas ela também atuou de formas negativas, como o exemplo citado dos grupos anti-vaxxer, uma das formas possíveis de prevenção é a ampliação de campanhas de incentivos à vacinas feitas pelo Ministério da Saúde, juntamente do incentivo à empresas de cunho privado para parcerias com universidades públicas para o desenvolvimento e criação de vacinas mais eficazes e com menor custo para repasse à população.