Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 12/07/2020

Segundo a Constituição Cidadã, é direito da população brasileira o acesso à saúde. Contudo, percebe-se que isso não é assegurado devidamente, haja vista que epidemias e surtos de diversas doenças afetam fortemente o bem-estar do corpo social. Isso se deve, sobretudo, à ineficiência do Poder Público e ao descaso de parcela da sociedade. Logo, são necessárias ações do Ministério da Saúde e da Mídia, visando ao enfrentamento dessa situação.

Nesse contexto, consoante o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o equilíbrio social. Isso posto, percebe-se que, ao não promover novos projetos de combate às epidemias vigentes no País, como parcerias público-privada com empresas de saúde que atuem nesse enfrentamento, e ao não dar incentivos e apoio aos estados e municípios que enfrentam tais enfermidades, o Governo desconstrói essa harmonia. Consequentemente, tais doenças acabam por afetar mais gravemente as regiões periféricas, como afirma dados da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, uma vez que essas áreas possuem precário, acesso à hospitais públicos e à saneamento básico, permitindo, assim, que fiquem mais vulneráveis à essas patologias.

Ademais, é indubitável que a negligência de parte da população colabora para o agravamento dessa problemática. Por esse viés, a máxima do escritor Aldous Huxley: “Problemas sociais não somem somente porque são ignorados”, evidencia essa perspectiva, já que é ignorado a persistência de epidemias no Brasil e a necessidade de atuação popular no combate dessas, sendo considerado que apenas o Governo possa solucionar. Em decorrência disso, ações que impediriam o avanço das epidemias no País, como a vacinação do povo e a eliminação de focos de vetores das doenças, acabam por ser ignoradas e esquecidas, permitindo, assim, a perpetuação dessa problemática.

Logo, é de fulcral relevância medidas para o enfrentamento de epidemias no Brasil. Desse modo, assiste ao Ministério da Saúde, em parceria com hospitais privados e ONGs de saúde pública, promover meios para se combater tais enfermidades, por via da ampliação de campanhas de vacinação pública e por via da construção de mais hospitais e clínicas em regiões periféricas, a fim de garantir que a população do Brasil não fique vulnerável à essas patologias. Também. cabe à Imprensa desconstruir o descaso do corpo social, por meio de campanhas de conscientização com médicos, sanitaristas e especialistas nessa temática, com o fito de mobilizar a sociedade a atuar no combate à essas doenças. Assim, será possível lidar com as atuais e as futuras epidemias que afetarem a Nação e garantir o cumprimento da Constituição cidadã.