Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 20/07/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro " o Triste Fim de Policarpo Quaresma", sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, no qual, acredita em um país utópico e pleno. Entretanto, alguns problemas impedem e ofuscam que esse ideal idealizado pelo personagem se concretize, como as recorrentes epidemias anuais que o país enfrenta.

Assim, cabe avaliar quais obstáculos corroboram para o surgimento desse problema, que é ocasionado não só pelas ineficazes medidas governamentais, como também pela falta de conscientização humana, quanto as medidas de prevenção.

Antes de tudo, é lícito constatar que as ações adotadas pelo Estado demostram-se serem não efetivas. De acordo com o Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística ( IBGE), o Brasil tem 57 milhões de residências com falta de saneamento básico, e isso gera um forte impacto negativo, uma vez que a maioria dos vetores e agentes causadores de epidemias  tem a poluição hídrica e água parada como meio de procriação. Logo, é visto que transformações na rede de saneamento é importante, pois a melhor maneira de combater é a prevenção do agente causador dessas problemáticas.

Ademais, cabe salientar que o cidadão brasileiro ainda é pouco engajado quanto a medidas profiláticas de prevenção. Nesse contexto, apesar de alertas e campanhas públicas contra a dengue e outras epidemias, várias atitudes inadequadas ainda persistem, como o acúmulo de água em vasos de plantas e pneus. Segundo o (site) Agência Brasil, o Brasil está longe de ser um molde e espelho em relação  a medidas ambientais adotadas pela população em geral, pois somente cerca de 30% de todo o lixo é reutilizado ou reciclável, e consequentemente a outra parte é destinada em lixões e locais inapropriados, oque contribui para um desfecho iníquo.

Portanto, diante dos fatos, urge que ações sejam tomadas para solucionar esse quadro. Dentre elas, é preciso que o Ministério de Infraestrutura, em conjunto com os municípios e Estados criem , por meio de verbas governamental, planos que proporcionem saneamento básico a todos os cidadãos, através da criação de redes de esgoto e água tratada que liguem desde comunidades a centros urbanos, a fim de erradicar os possíveis locais dos vetores de grande parte das doenças. Também, cabe aos órgãos fiscalizadores e educacionais, por meio do Ministério da Educação e vigilância sanitária, ter o papel de intensificar campanhas de conscientização, por meio de panfletos, além de fiscalizar os que desrespeitam e ferem esse combate, para que assim o país se aproxime do ideal do personagem Policarpo.