Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 26/07/2020
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os brasileiros o acesso a moradia, educação e principalmente, saúde. Entretanto, percebe-se o modo de lidar com epidemias no país como um desafio de saúde pública a ser enfrentado na contemporaneidade, o que impede o pleno acesso da população a condições saudáveis de vida. Dessa forma, a conscientização da população e o investimento em pesquisas científicas constituem possíveis saídas para reverter este impasse do Brasil atual.
Em primeira análise, verifica-se que o esclarecimento dos indivíduos como um dos caminhos para reverter esta situação deletéria. Tal fato ocorreu de forma contrária na chamada Revolta da Vacina do início do século XX, em que por meio das reformas instituídas pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, a fim de conter o surto de Varíola no Rio de Janeiro, o decreto da Vacinação Obrigatória e sem conscientizar a população fluminense revoltou os moradores por pensarem trazer algum malefício para estes. Deste modo, nota-se que o processo esclarecedor é fundamental, pois proporciona a livre atuação dos indivíduos e torna o combate a epidemias facilitado.
Outrossim, o fraco incentivo às pesquisas constitui um empecilho ao combate deste triste cenário atual. Este panorama é perceptível a partir de dados da última pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Educação realizado em 2018, em que o investimento do Brasil em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no ano de 2017 foi de apenas 1,26% do PIB, abaixo de Coréia do Sul (4,55%) e Alemanha (3%), por exemplo. Assim, observa-se que a baixa “dedicação” do Estado em relação aos meios científicos nacionais torna o país dependente da comunidade internacional e acaba por prejudicar a forma como é lidado com os problemas internos de saúde pública.
Portanto, a fim de melhor lidar com as epidemias no Brasil, o Governo Federal, em parceria com a mídia nacional, deve promover campanhas de esclarecimento, por meio de anúncios ao longo dos intervalos comerciais, com a participação de profissionais da área da saúde, tais quais médicos e enfermeiros, com o fito de conscientizar a população sobre como agir e que medidas adotar em períodos de crises causadas por doenças. Ademais, o Estado deve aumentar o incentivo às pesquisas nacionais, com a melhoria na infraestrutura dos centros científicos do país somado a maior qualificação de profissionais para atuarem nestes ambientes, a fim diminuir tal dependência externa, além de valorizar os cientistas nacionais. Assim, poder-se-á reverter este cenário atua desafiador, bem como contribuir para a plena atuação da Carta Magna nacional.