Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 27/12/2022
Uma epidemia caracteriza-se por uma doença com números progressivos de casos que atinge um região específica.Nesse sentido,e adentrando-se à realidade brasileira,é válido observar como a inoperância estatal associada à dificuldade na condulta das unidades básicas de saúde corroboram para a falta do controle desses surtos em território brasileiro.
Observa-se,em uma análise inicial,a falha do Estado em assegurar o controle adequado das epidemias nativas. Isso porque há uma ausência do repasse adequado das verbas federais direcionadas à contenção do contágio. Prova desse desajuste foi o surto de microcefalia,causado pelos inúmeros casos de Zika vírus em mulheres gestantes, ocorrido no ano de 2016. Como consequência disso tem-se a efetivação dessa disfunção da saúde brasileira e concretização do pensamento do médico Hélder Martins quando ele diz que “as boas estruturas políticas são os melhores instrumentos para o desenvolvimento de um bom atendimento médico”.
Outrossim,é necessário observar que a exacerbada demanda aplicada as unidades básicas de saúde contribue para o tangenciamento das epidemias nacionais,uma vez que a atenção básica(seja por falta de repasses de verbas ou desorganização administrativa),muitas vezes,não tem assertividade no cumprimento dos cuidados básicos de prevenção ou contenção do agente epidémico.Por conseguinte,tem-se uma sobrecarga nos sistemas de média e alta complexidade,além disso, verifica-se o rompimento do Artigo 196 da Constituição Federal,o qual o Estado assegura a todos uma saúde eficiente e de qualidade.
Urge,portanto,que para o aumento da eficiência da contenção de epidemias,o Governo Federal,com o auxílio do Ministério da Saúde,deve,com o apoio de administradores governamentais e hospitalares,ampliar o repasse de verbas federais para programas que foquem no combate a surtos regionais,mediante a criação de palestras comunitárias semanais realizadas nos bairro indicados como epicentros da epidemia.Tais medidas devem vislumbrar a melhoria do atendimento básico das unidades de saúde de cada cidade do país,objetivando por fim,uma redução na sobrecarga dos hospitais de média e grande porte,bem como a queda nos quadros epidémicos do Brasil.