Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 08/08/2020
O ano de 1850 o Brasil vivenciou a sua primeira grande epidemia de febre amarela o que deixou milhares de mortos, principalmente na capital do antigo império. Apesar de ,aproximadamente, dois séculos e de grandes avanços médicos e tecnológicos, lidar com as com doenças potencialmente epidêmicas ainda é um desafio para a saúde pública brasileira.
A priori, é preciso considerar que os crescentes movimentos antivacina facilitam o retorno dessas doenças. A OMS, recentemente, considerou esses movimentos um dos 10 maiores riscos à saúde global. Prova dessa realidade é o retorno de doenças já consideradas erradicadas no Brasil, como o sarampo que, de acordo ao Ministério da saúde no ano de 2019, atingiu mais de 10 mil cidadãos brasileiros e provocou surtos nos estados do Amazonas e de Roraima. Nesse sentido, a falta de confiança, motivações religiosas e, principalmente, desinformação da população tem corroborado para o retorno de doenças imunupreveníveis que possuam forte potencial para ocasionar uma epidemia.
Em segundo lugar, deve-se levar em conta que a dengue, a chikungunya e a zika são doenças que ainda avançam no País. De acordo com o Ministério da Saúde, 504 municípios brasileiros apresentam altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, vetor dessas doenças. Outrossim, os crescentes casos de dengue, chikungunya e zika, segundo o Ministério, representam uma preocupação às autoridades, uma vez que a eclosão de uma epidemia de tais doenças afetam o sistema de saúde, além de ocasionar numerosas mortes. Entretanto, apesar de esforços estatais em combater o vetor e consequentemente as doenças, a população ainda falha em seguir as recomendações de prevenção. Dessa forma, esses fatos reforçam a necessidade de se intensificar ações de combate, a fim de evitar uma epidemia nacional.
Como se vê, doenças epidêmicas ainda são um desafio para a saúde pública brasileira. Diante disso, o Ministério da Saúde, responsável por dispor de condições para a preservação e promoção da saúde, juntamente com os canais midiáticos deve disponibilizar informações a respeito da necessidade e importância da vacina na preservação de doenças, principalmente as epidêmicas. Essas devem ser realizadas por meio de propagandas e reportagens que possuam um conteúdo científico mas com uma linguagem que alcance todos os públicos, a fim de combater os movimentos antivacinas e por consequência evitar o retorno de doenças potencialmente epidêmicas. Ademais, cabe ao Estado, por meio das secretarias de saúde intensificar ações de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, a fim de que a população siga rigorosamente as recomendações do Ministério da Saúde.