Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 06/08/2020
A Constituição Federal de 1988 instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem sua origem no movimento conhecido como Revolução Sanitária e o propósito é a defesa da saúde como direito de todos. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão da saúde pública, no Brasil, o que além de grave, torna-se um problema inconstitucional. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui fraca base educacional e influência da formação familiar.
Convém ressaltar, a princípio, que a base educacional fragilizada, é um empecilho para a resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não possuem acesso à informação séria sobre as epidemias, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do desafio.
Ademais, a formação familiar é uma forte base para a continuidade da questão. De acordo com Talcot Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática da saúde pública e das epidemias, apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas, como por exemplo, a dengue necessita de cuidados na área externa da residência e se um jovem não teve exemplo, ele continuará por uma longa linha de tempo com esse comportamento.
Portanto, é inegável que medidas precisam ser tomadas sobre a questão. Assim, é fundamental a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar e de atitudes na sociedade atual, pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Ministério da Saúde. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais sobre as epidemias atuais e as possíveis e os cuidados de cada uma, além disso sobre a responsabilidade e a importância da família têm na formação de uma opinião dos indivíduos, visando a quebra de paradigmas. Feito isso, a sociedade irá caminhar de acordo com a Constituição.