Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 15/01/2021

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual essa se cacteriza pela ausência de conflitos. Contudo, ao observar a realidade, nota-se que o exposto de More apresenta um equívoco, uma vez que o despreparo do Brasil para lidar com epidemias coíbe a conclusão do plano do autor. Diante disso, em razão de um negligenciamento estatal e um silenciamento midiático, emerge um conflito que necessita de urgente resolução.

Primordialmente, vale ressaltar o Estado como formentador da questão. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é função do Estado promover o bem-estar social. Entretanto, tal maneira não é corretamente efetivada, tendo em vista que a falta de preparos do Brasil para lidar com epidemias põe em risco a saúde dos seus cidadãos. Partindo disso, a deficiência de leitos, unidades de atendimento e programas governamentais que consigam efetivar a prevenção de uma epidemia, prejudicam o bem-estar da população que sente-se despreparada para alguma adversidade que afete sua saúde. Desse modo, essa postura governamental é prejudicial.

Ademais, a problemática encontra forma de expansão no silenciamento midiático. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdier, o que foi criado para ser mecanismo de democracia não deve ser convertido em instrumento de opressão. Nesse viés, é possível notar que a mídia, geralmente, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da conjuntura social, colabora com a propagação do problema, visto que a omissão dos meios de comunicação acerca da falta de preparos do Brasil para epidemias ocasiona a falta de conhecimento da sociedade a respeito dessa problemática, dificultando sua erradicação. Desse modo, a mídia perpetua essa triste realidade.

Portanto, é necessário que o Estado tome medidas que atuem a situação do quadro atual. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de profissionais da saúde, promova debates na mída sobre medidas preventivas, e preparação para quaisquer epidemias, tal como, remover a água parada, higienização adequada, e em último caso, a análise dos sintomas a fim de definir a necessidade de se procurar emergência — a fim de promover uma sociedade consciente e preparada para epidemias. Assim, a coletivada alcançará a Utopia de More.