Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 21/08/2020

Em tempos de pandemia, é evidente o quanto o brasileiro é, ao mesmo tempo, negligente e mal servido. Enquanto o Sistema Único de saúde possui uma boa proposta, sua execução se mostra pífia, e, alinhado à  despreocupação de grande parcela da população, dificulta o combate às epidemias. Isso se deve, majoritariamente, ao desvio de verbas destinadas à saúde e a o lapso educacional do núcleo familiar na formação do caráter.

Sob esse viés, é adequado salientar a máxima do célebre pensador grego Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. De acordo com o filósofo, para valer a pena o “viver”, é necessário que se preze princípios básicos, como a saúde. Conquanto o SUS tenha um conceito excelente no papel, a aplicação dessa proposta se mostra insuficiente, visto que, devido à má administração das verbas governamentais, os recursos destinados ao sistema de saúde são escassos, e isso pesa diretamente na vida de brasileiros que sofrem com pandemias diariamente, como a Dengue e o sarampo.

Ademais, de acordo com o sociólogo alemão Immanuel Kant, o homem não é nada além do que sua educação faz dele. De acordo com Kant, a educação molda o caráter do homem, e a educação vinda de sua família toca diretamente nesse conceito. Núcleos familiares que se mostram despreocupados em agir profilaticamente com relação a epidemias moldam uma personalidade negligente em jovens adultos, perpetuando crises completamente evitáveis. Pequenos gestos ensinados, como não deixar água parada e se vacinar cedo, mostram-se, de fato, bastante eficientes.

Destarte, com o escopo de mitigar a problemática, é dever intrínseco do estado agir com o fito de apaziguar epidemias, fazendo isso pelo aumento de verbas destinadas à educação e pela criação de políticas informativas mais eficientes, como palestras ministradas por profissionais e dinâmicas interculturais. Outrossim, é necessária uma ação familiar, que deve, desde a primeira infância, incentivar medidas conscientes e ensinar as crianças a se proteger. Para que, assim, atenuem-se as doenças epidêmicas no país.