Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 10/09/2020

O histórico de epidemias no Brasil remota ao ano de 1500, quando ainda colônia introduzia no seu território diversas doenças dos seus exploradores. Apesar da mudança de cenário, a saúde pública brasileira, atualmente, enfrenta várias dificuldade para lidar com o surto de enfermidades no país. Nesse contexto, pode-se dizer, então, que falta de vacinação e a ausência de saneamento básico nas cidades contribuem para essa problemática.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer que a falta de vacinação na população relaciona-se com  a existência de epidemias. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as pessoas não são vacinadas, ora há falta de vacinas nos postos de saúde, ora o Estado negligencia a divulgação de campanhas publicitárias para incentivar as pessoas a se vacinarem. Dessa forma, várias doenças que antes estavam erradicadas voltam a aparecer, pois não há uma gestão pública voltada para as suas prevenções. Exemplo disso é o surto de sarampo registrado no Brasil no ano de 2019, conforme sítio do Ministério da Saúde.

Vale salientar, ainda, que a ausência de saneamento básico nas cidades contribui para essa problemática. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada em julho de 2020, 40% dos municípios brasileiros não possuem sistema de esgotamento sanitário. Isso porque, os órgãos competentes não executam e nem fiscalizam projetos de fornecimento de água potável e tratamento de lixo e esgoto nas áreas urbanas. Sendo assim, esse cenário possibilita a proliferação de diversas doenças e a sua rápida propagação pela comunidade. Como é o caso da Dengue, doença causada pelo Aedes Aegypti, no qual o vírus se reproduz em água parada que se acumula em resíduos sólidos não coletados.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para mitigar essa situação. Para tanto, os órgãos competentes devem priorizar a prevenção de doenças, por meio do fornecimento de vacinas, mediante o aumento de Unidades Básicas de Imunização, em todas as regiões, para que as vacinas cheguem à população. Além disso, devem investir em campanhas publicitárias para conscientizar a população acerca da importância delas. Por fim, devem mapear as cidades que necessitam de saneamento básico e executar projetos de coleta de lixo e esgoto e fornecimento de água potável de forma a garantir qualidade de vida para a sociedade e redução dos focos de proliferação de doença.