Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 09/09/2020

A Constituição Federal garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à saúde. Todavia, é evidente a ausência desse princípio quando se observam as dificuldades de prevenção e controle de epidemias no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só à falta de educação nas redes sociais, mas também de empatia.

Vale destacar, de início, que uma das principais implicações para o combate à epidemias é a falta de educação nas redes sociais. Isso porque, segundo o pedagogo Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob tal óptica, percebe-se que a sociedade nupérrima vive em meio a um “Estado de Anomia”, conceituado pelo sociólogo Émille Durkheim, como um espaço de profundo descontrole social, em virtude da incrementação das novas tecnologias da informação, as quais permitem que os cidadãos propaguem, com facilidade, correntes negativas como o movimento antivacina. Em consequência disso, doenças como sarampo e febre amarela, já erradicadas, ressurgem, o que dificulta a prevenção e o controle dessas epidemias. Logo, é fundamental que o Governo crie alternativas para educar a população a não disseminar ideias contra a saúde geral.

Faz–se mister, ainda, salientar a falta de empatia como impulsionadora do excesso de doenças no Brasil, visto que, de acordo com o psicólogo Carl Rogers, “ter empatia significa ter sensibilidade para perceber o sentimento que uma pessoa esteja experimentando naquele momento”. No entanto, nota-se que a coletividade não atua de forma empática, pois há desprezo e egoísmo entre os seus indivíduos. Basta analisar a matéria do portal de notícias G1, de 2020, a qual ressaltou que 78% dos usuários do Sistema único de Saúde (SUS) são atendidos sem atenção e assistência adequada, o que acarreta sentimento de abandono e acúmulo de epidemias como a depressão. Por isso, é crucial que o Poder Público desenvolva mecanismos para assistir à população com eficiência e igualdade.

Portanto, com o intuito de prevenir e controlar as epidemias no Brasil, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve elaborar palestras aos alunos sobre os malefícios que o comportamento inadequado nas redes sociais, como a disseminação de falsas notícias, traz à saúde pública, a fim de evitar a propagação de correntes negativas contra o bem-estar geral. Por outro lado, o Ministério da Saúde, precisa promover a requalificação de agentes, enfermeiros e médicos, por intermédio de cursos de equilíbrio emocional, especialmente em relação à eficiência no atendimento aos usuários do SUS, assim, proporcionar-se-á sumo bem-estar e dignidade humana aos cidadãos. Destarte, a sociedade desfrutará da igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.