Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 21/09/2020

Segundo dados do Ministério da saúde, no ano de 2015 foram notificados 224.101 casos de dengue no Brasil. Esse dado demonstra uma preocupação para o país, uma vez que se o número de doentes está aumentando, conclui-se que aumentou a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes Aegypti, também responsável pelas doenças da febre amarela, chikungunya e causador da microcefalia desenvolvida por bebês. Dessa forma, em virtude da falta de prevenção de criadouros pela população e da ineficiência do sistema de saúde, emerge um problema complexo que precisar ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que a falta de cuidado dos habitantes em evitar os possíveis focos de proliferação do mosquito é a causa latente do problema. De acordo com um estudo publicado no site da Secretaria de Saúde do Tocantins, cerca de 80% dos criadouros estão dentro das residências. Nesse contexto estão caracterizados como principais focos todos os objetos que de alguma forma armazenam água parada, onde os ovos dos mosquitos se desenvolvem. Entender a importância de evitar essa condições é o passo mais importante pra diminuir a ocorrência dessas doenças.

Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é ineficácia do Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme a historiadora Hannah Arendt, a essência dos direitos humanos é o direito a ter direito. Sob essa lógica, há um problema social visto que o acesso à saúde não é qualificado a todos os cidadãos. No que concerne a epidemias no Brasil, há vários cenários distintos e é dever do Governo defender a saúde como um direito de todos, cuidando de doenças que deveriam ser evitadas ou tratadas no estágio inicial, mas por não serem, os pacientes chegam bastante debilitados e na maioria das vezes não são atendidos devido à má organização do sistema de atendimento e falta de qualificação profissional.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso primeiramente que a população se conscientize sobre as formas de criação dos mosquitos, articulando campanhas ou vistorias de equipes de limpeza que ensinem aos cidadãos a limpar possíveis locais que possam armazenar água, como pneus, tampinhas de garrafas, jarros vazios, para que assim, eliminem os focos e impeçam a multiplicação desse inseto. Ademais, é fulcral que Governo junto ao Ministério de Saúde forneçam ações e serviços que auxiliem a população em épocas de aumento das epidemias, capacitando clínicas e hospitais públicos com médicos e equipamentos qualificados para que sejam capazes de atender a demanda de pacientes e sejam eficazes em épocas de necessidade. Somente assim o problema será resolvido.