Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 07/10/2020
As epidemias sempre marcaram muitos períodos históricos, trazendo consequências preocupantes para a saúde humana. A Peste Negra, na Idade Média, e a Gripe Espanhola, durante a Primeira Guerra Mundial, por exemplo, causaram muitas mortes. Hoje, devido aos avanços da medicina, já se sabe bastante sobre como prevenir e tratar certas doenças, mas ainda existem muitos desafios para que as epidemias sejam de fato controladas. No Brasil, parte da população não tem conhecimento sobre o assunto e os investimentos nesta área em locais precários ainda não são suficientes para atender todos cidadãos, como garante e defende a atual Constituição Federal.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a população mais pobre raramente tem acesso a informações sobre as doenças que atingem o Brasil, uma vez que é mais difícil possuir meios de comunicação. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, cerca de 17% dos brasileiros não tem internet, sendo um fator que interfere diretamente na prevenção das enfermidades. Além do que, muitas doenças, até as já erradicadas, voltaram a surgir por falta de adesão as campanhas de vacinação, muito por causa de notícias falsas e da desinformação sobre este avanço essencial no controle de algumas epidemias.
Ademais, as regiões mais carentes do país não possuem hospitais de fácil acesso, ou, muitas vezes, com atendimento rápido. Este fato contribui para que as patologias evoluam e causem um maior número de mortes por falta de tratamento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os locais mais pobres são os que mais precisam de atenção. Isso porque é neles que o tratamento é precário e a proliferação de vetores, por exemplo, vai ser maior, pois condições básicas de higiene, atendimento a saúde e saneamento são deficientes.
Logo, para que a saúde pública consiga lidar de maneira eficaz com as epidemias no país, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Saúde deve desenvolver uma campanha que será transmitida por intermédio dos principais meios de comunicação e de palestras em escolas, ministradas por profissionais da área para alunos e seus responsáveis. Ela trará as principais informações sobre como prevenir e identificar doenças epidêmicas, além de exemplificar suas graves consequências e a importância da vacinação. Além disso deve destinar uma maior quantidade de verba para construção de locais de apoio em regiões mais pobres. Assim, a população e o governo darão mais atenção ao problema para combatê-lo.