Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 15/10/2020
Desde o surgimento do Iluminismo, no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, o problema das epidemias no Brasil aponta que os ideais, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela negligência governamental e, também, pela pouca ação da sociedade para o combate e prevenção dessas doenças. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que o aumento dos casos de doenças ligadas ao mosquito Aedes aegypti deriva de uma inércia governamental. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que os terrenos baldios, considerados berçários para as larvas dos mosquitos, desfaçam essa harmonia, haja vista que são deixados de lado pela administração pública dos municípios se tornando criadouros. Como consequência disso, tem-se o aumento desses insetos circulantes e, estatisticamente, aumenta a probabilidade de uma pessoa ser picada e ficar doente.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia quando os moradores do bairro pensam individualmente e esquecem da coletividade. Assim, acumulam em seus quintais objetos como pneus e garrafas, que armazenam água, prejudicando toda a comunidade, uma vez que esse líquido servirá para o mosquito se reproduzir.
Dessa forma, percebe-se que o debate acerca do combate as pandemias no Brasil seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias de saúde dos municípios, organize uma cartilha autoexplicativa, que deverá ser entregue nas casas de cada cidadão, pelos agentes comunitários. Esse panfleto conterá imagens e textos que mostre os perigos de objetos com água parada e como isso pode afetar a vida de todos ao redor. Com isso, a população terá consciência dos perigos relacionados ao mosquito Aedes aegypt e os problemas que ele pode causar na saúde pública.